Regresso às aulas pode custar 1.500 euros por ano: oito despesas que as famílias devem antecipar

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O impacto financeiro do regresso às aulas não termina em setembro. Depois da compra de material escolar e dos cadernos de atividades, continuam a acumular-se despesas com refeições, Componente de Apoio à Família (CAF), Atividades de Tempos Livres (ATL), visitas de estudo, atividades extracurriculares e substituição de equipamentos.De acordo com uma estimativa do Doutor Finanças, o custo anual pode aproximar-se dos 1.500 euros por aluno do ensino público, quando são incluídos a CAF e uma atividade extracurricular. Sem estes dois encargos, o valor de referência desce para cerca de 570 euros anuais. As contas variam, contudo, consoante o ciclo de ensino, os apoios disponíveis, as necessidades dos alunos e as opções de cada família. Fazer as contas ao ano letivo antes de comprarO primeiro passo é identificar todas as despesas previsíveis, distinguindo as que se concentram no início das aulas daquelas que surgem mensalmente ou de forma pontual. Além dos materiais, devem ser contabilizados os cadernos de atividades, as refeições, o equipamento desportivo, a CAF ou o ATL, as atividades extracurriculares, as visitas de estudo e eventuais equipamentos tecnológicos.Uma lista de referência com cadernos, material de escrita e desenho, mochila e outros artigos pode rondar os 150 euros. Antes de comprar, é aconselhável verificar o que pode ser reutilizado e comparar alternativas. Um caderno A4 de 100 folhas, por exemplo, pode custar cerca de oito euros numa marca de fabricante e aproximadamente três euros numa marca própria. Manuais são gratuitos, mas cadernos de atividades nãoNo ensino público e nas escolas privadas com contrato de associação, os manuais são gratuitos para os alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória, desde que os livros do ano anterior sejam devolvidos em condições de reutilização. A medida não inclui, porém, os cadernos de atividades.Como referência, três cadernos de atividades no primeiro ciclo podem representar cerca de 40 euros. A despesa pode aproximar-se dos 90 euros nos segundo e terceiro ciclos e dos 65 euros no ensino secundário, dependendo do número de disciplinas.À lista pode ainda juntar-se o equipamento para Educação Física. Um conjunto composto por fato de treino, t-shirt e ténis pode representar cerca de 50 euros, embora o valor varie significativamente em função das marcas e das exigências da escola. Computadores e calculadoras exigem planeamentoOs equipamentos tecnológicos não são necessariamente comprados todos os anos, mas podem provocar um aumento considerável das despesas quando precisam de ser substituídos. O Doutor Finanças aponta como valores de referência cerca de 650 euros para um computador e 120 euros para uma calculadora científica.Antecipar estas necessidades permite às famílias procurar alternativas, comparar preços e distribuir o esforço financeiro ao longo de vários meses, evitando concentrar todas as compras no início do ano letivo. Refeições, CAF e atividades pesam no orçamentoNas escolas públicas, o preço base do almoço está fixado em 1,46 euros. Considerando 180 dias de refeições, o custo anual aproxima-se dos 263 euros, embora possa ser inferior para os alunos abrangidos pela ação social escolar ou que não almocem diariamente na escola.Para as famílias que necessitam de acompanhamento antes ou depois das aulas, a CAF ou o ATL podem acrescentar várias centenas de euros. Nos três municípios analisados pelo Doutor Finanças, a comparticipação máxima da CAF varia entre 17,50 e 97,70 euros por mês. A média de 48 euros mensais representa aproximadamente 480 euros durante dez meses.Também as atividades extracurriculares devem ser incluídas nas contas. Uma atividade com uma mensalidade de 40 euros, frequentada durante 11 meses, corresponde a 440 euros anuais. A este montante podem somar-se inscrições, seguros e equipamentos.As visitas de estudo têm geralmente um peso menor, mas não devem ser esquecidas. Três visitas com um custo médio de 15 euros, incluindo transporte, representam mais 45 euros por ano. Apoios podem reduzir as despesas escolaresA ação social escolar pode diminuir os encargos com refeições, material, transportes e visitas de estudo. Em 2026, estes apoios abrangem agregados com rendimentos até ao terceiro escalão do abono de família, correspondente a 12.435,50 euros.Algumas despesas de educação também podem ser deduzidas no IRS, geralmente em 30% do valor elegível e até ao limite de 800 euros por agregado. Entre elas encontram-se propinas, mensalidades, refeições escolares e material comprado diretamente na papelaria da escola.Já as mochilas, canetas ou cadernos adquiridos em supermercados e papelarias comuns, assim como computadores e tablets, não são considerados despesas de educação para esta dedução. Ensino privado acrescenta custos além da mensalidadeNo ensino privado, o orçamento não se limita às propinas. Numa amostra das quatro primeiras escolas privadas do ranking de 2025 para o ensino secundário, a mensalidade média é de 609 euros, enquanto o almoço custa, em média, 130 euros por mês. A renovação da matrícula ronda os 363 euros.Os manuais e cadernos de atividades também ficam a cargo das famílias e podem atingir cerca de 270 euros no ensino secundário. A estes valores acrescentam-se material, equipamento desportivo, visitas, atividades extracurriculares e, em algumas instituições, uniformes e prolongamento de horário.Perante a diversidade de encargos, a principal recomendação passa por calcular o custo do ano letivo antes de começar as compras. Reutilizar, comparar preços, procurar apoios e distribuir as despesas ao longo do tempo pode impedir que uma despesa previsível se transforme num desequilíbrio do orçamento familiar.O conteúdo Regresso às aulas pode custar 1.500 euros por ano: oito despesas que as famílias devem antecipar aparece primeiro em Revista Líder.