‘Vaquinha virtual’ tem Renan Santos com mais de R$ 1,2 milhão, Flávio Bolsonaro com R$ 204 mil e Lula, em um dia, com R$ 56 mil

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As doações online por meio do financiamento coletivo para a disputa presidencial de 2026, as chamadas “vaquinhas virtuais” apresentam, até o momento, Renan Santos (Missão) na liderança, com mais de R$ 1,2 milhão, seguido de Flávio Bolsonaro (PL) com R$ 204 mil. Já a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aberta nesta terça-feira (25) somou R$ 56 mil.O levantamento compara exclusivamente dados das vaquinhas virtuais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e nas páginas de arrecadação na internet, sem incluir repasses partidários ou outras modalidades de doação.O financiamento coletivo é permitido pela Justiça Eleitoral para receber doações de pessoas físicas identificadas por CPF. Todo o valor levantado fica retido pelas plataformas homologadas e só é liberado para uso após o registro oficial da candidatura e abertura de conta bancária de campanha.Renan Santos declarou R$ 1.220.288,00 no sistema do TSE, enquanto a página da plataforma de arrecadação exibe R$ 1.267.697,54 acumulados. Na sequência, Flávio Bolsonaro acumula R$ 204.071,78 por meio de um site próprio. Esse valor ainda não foi lançado na consulta pública do TSE para a modalidade de financiamento coletivo.Em um dia de arrecadação, a campanha à reeleição do presidente Lula arrecadou R$ 56.782 de 965 doadores listados até a tarde desta quarta-feira (26). Na campanha, é possível doar entre R$ 13 (número do presidente nas urnas) e R$ 1.064. Foram 10 doações no valor máximo até o momento.Entre os outros concorrentes monitorados nas plataformas de vaquinha, Samara Martins (UP) reportou R$ 82.370,00 e Edmilson Costa (PCB), R$ 13.366,00 arrecadados. Na sequência aparecem Rui Costa Pimenta (PCO), com R$ 5.518,00, Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 4.840,00, Augusto Cury (Avante), com R$ 4.564,00, e Hertz Dias (PSTU), com R$ 2.090,00. Clariana Barão (DC) tem R$ 127,00 no site Quero Apoiar e zero no TSE.Nomes como Pablo Marçal (PRTB), Romeu Zema (Novo) e Wilson Grassi (Democrata) não possuem páginas de financiamento coletivo ativas nem registros dessa modalidade no TSE.O levantamento contempla apenas os valores obtidos por financiamento coletivo online. Os recursos do Fundo Eleitoral, do Fundo Partidário e as doações diretas feitas por pessoas físicas via Pix ou transferência bancária integram outras categorias de financiamento e entram na prestação de contas conforme o calendário eleitoral avança.*Sob orientação de Gustavo Porto