Ibovespa perde fôlego e fecha quase estável após superar 176 mil pontos

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O Ibovespa fechou praticamente estável nesta quarta-feira, perdendo o fôlego após superar os 176 mil pontos no melhor momento do dia, em meio a um ambiente de incertezas que ainda mina o apetite a risco na bolsa paulista.Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa terminou com acréscimo de 0,01%, a 174.586,26 pontos, após ajustes. Mesmo que marginal, a variação assegurou o sexto fechamento seguido com sinal positivo. Na máxima do dia, o Ibovespa chegou a 176.296,49 pontos. Na mínima, marcou 174.208,48 pontos. O volume financeiro somou R$29,8 bilhões. Leia tambémNvidia tem receita de US$ 96,2 bilhões no 2º trimestre; ações caem no aftermarketMesmo com receita acima do esperado, a companhia apresentou uma projeção de vendas que decepcionou parte dos investidoresApetite por risco de assessores de investimento cai ao menor nível desde 2023Parcela de assessores da rede da XP que planeja elevar alocação em renda variável cai para 10%, projeção média para o Ibovespa recua a 172 mil pontos e instabilidade política atinge o maior patamar da sériePesquisa da XP com assessores afiliados à plataforma mostrou uma deterioração significativa do apetite em relação à bolsa em agosto, com os riscos fiscais no Brasil e a incerteza eleitoral entre as maiores preocupações.De acordo com o levantamento, considerando o cenário dos próximos meses, 10% dos participantes afirmaram que seus clientes planejam aumentar a alocação em ações, bem abaixo dos 21% da pesquisa de julho e menor leitura desde maio de 2023. Em paralelo, 17% dos respondentes afirmaram que seus clientes pretendem reduzir a alocação em renda variável, de 14% no mês passado. Dados da B3 sobre a movimentação de estrangeiros na bolsa mostram alguma trégua na pressão vendedora em agosto, com entrada líquida no último dia 24, de R$69 milhões. No pregão anterior, na sexta-feira, as compras superaram as vendas em R$1,76 bilhão. Para o especialista em investimentos Marcos Bassani, sócio-fundador da Boa Brasil Capital, trata-se de um fluxo bem pontual, pois “investidores ainda aguardam o fim da guerra (no Oriente Médio) e a definição da eleição presidencial”. No mês, o saldo de capital externo na bolsa segue negativo em R$21,37 bilhões. Na pauta do dia, o IBGE mostrou que o IPCA-15 caiu 0,4% em agosto, após alta de 0,06% em julho. Em 12 meses, subiu 4,24%, de 4,52% um mês antes. Expectativas em pesquisa da Reuters apontavam recuo mensal de 0,3% e alta de 4,34% em 12 meses.Na visão do economista-chefe da Sicredi Asset, Filipe Stona, o IPCA-15 isoladamente não altera de forma estrutural o cenário para a Selic, mas reforça a perspectiva de continuidade do processo gradual de flexibilização monetária, sem indicar, por ora, a necessidade de aceleração do ritmo de cortes. Ele manteve a expectativa de Selic terminal em 13,75% ao ano, com um corte residual na próxima reunião do Copom.“O cenário interno já previa que a melhora em alimentação e industriais favoreceria a inflação de 2026, ao mesmo tempo que a resiliência dos serviços e das expectativas limita uma comunicação mais branda do Banco Central.”Da agenda do exterior, o índice de preços norte-americano para despesas com consumo pessoal de julho, o PCE — medida de inflação preferida do banco central dos EUA — subiu 3,7% nos 12 meses até julho, repetindo a taxa de junho. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 3,6% para o PCE. O dado reforçou as apostas em um aumento da taxa de juros em setembro.Em Wall Street, o S&P 500 encerrou ao redor da estabilidade, em sessão também marcada por expectativa para a divulgação do balanço da Nvidia, após o fechamento do pregão. DESTAQUES• PETROBRAS PN subiu 0,24%, distante do melhor momento do dia, tendo de pano de fundo novo declínio dos preços do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON recuou 0,2%, BRAVA ENERGIA ON caiu 2,64% e PETRORECONCAVO ON perdeu 2,08%.• BRADESCO PN avançou 1,25%, com os bancos do Ibovespa também terminando distantes das máximas da sessão. ITAÚ UNIBANCO PN encerrou com variação positiva de 0,03% e SANTANDER BRASIL UNIT subindo 0,13%, enquanto BTG PACTUAL UNIT caiu 0,24% e BANCO DO BRASIL ON cedeu 0,26%. O BB começou nesta quarta-feira as renegociações por meio do programa de reestruturação de dívidas do setor rural lançado pelo governo federal.• VALE ON perdeu o fôlego e cedeu 0,32%, quebrando uma sequência de sete altas, período em que acumulou um ganho de mais de 10%. Na China, os futuros do minério de ferro fecharam em alta, com o contrato mais negociado em Dalian subindo 0,49%. No setor de mineração e siderurgia, USIMINAS PNA valorizou-se 2,3%, CSN ON subiu 3,74% e GERDAU PN avançou 1,92%.• MAGAZINE LUIZA ON subiu 3,74%, completando quatro pregões sem fechar com sinal negativo. No mês, ainda acumula um declínio de mais de 6%, pressionado particularmente pelas primeiras semanas de agosto, em meio a preocupações com um estresse financeiro no setor de varejo, entre outras razões, pelo elevado nível dos juros no país.• COGNA ON avançou 2,76%, no quarto pregão seguido de alta. Analistas do BTG Pactual cortaram o preço-alvo da ação de R$5 para R$4 nesta semana e apontaram que os riscos macro aumentaram, mas reiteraram a recomendação de compra para o papel, citando que os fundamentos da empresa de educação continuam saudáveis. No setor, YDUQS ON recuou 1,37%, em nova sessão de ajuste, após forte valorização recente com notícias envolvendo negociação com a Afya.• SABESP ON valorizou-se 1,5%, endossada por analistas do JPMorgan, que reiteraram recomendação de compra para a ação. Eles destacaram que veem o desempenho atual das ações — que acumulam queda de 9,5% em agosto incluindo o pregão desta quarta-feira, contra recuo de apenas 1,92% do Ibovespa — como um dos raros momentos em que o sentimento do mercado se sobrepõe aos fundamentos da companhia, “criando um ponto de entrada atraente em uma das teses de investimento mais sólidas de nossa cobertura”.• ASSAÍ ON caiu 6,58%, corrigindo parte do salto de quase 9% na véspera.The post Ibovespa perde fôlego e fecha quase estável após superar 176 mil pontos appeared first on InfoMoney.