Apesar de o Senado Federal ter avançado com a proposta que prevê o fim da escala 6×1 e da pressão do Palácio do Planalto, lideranças da Casa Alta admitem, nos bastidores, que a análise da matéria pode ficar para depois das eleições de outubro.Segundo apurou a coluna, a avaliação é de que não haverá tempo hábil para concluir a tramitação antes do pleito. A PEC ainda está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que só deve iniciar a discussão do texto em 3 de setembro.3 imagensFechar modal.1 de 3Presidente do Senado resiste a acelerar votação do fim da escala 6x1Vinicius Schmidt/ Metrópoles2 de 3O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na cerimônia de posse de Odair Cunha no TCUAntônio Leal/TCU3 de 3Davi Alcolumbre é presidente do Senado FederalRafaela Felicciano/MetrópolesA avaliação entre os senadores ainda é de que parlamentares bolsonaristas devem tentar colocar em votação outras propostas relacionadas ao tema, entre elas a apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RJ).O principal entrave, porém, pode ser o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Embora tenha encaminhado a PEC à CCJ, ele ainda pode postergar o andamento da matéria, de acordo com avaliação desses parlamentares. Leia também Milena TeixeiraAlcolumbre envia PEC do fim da escala 6×1 para CCJ; veja relator BrasilAlcolumbre despacha PECs da 6×1 e da Segurança à CCJ do Senado A proposta, que reduz de 44 para 40 horas semanais o limite da jornada de trabalho, permaneceu 85 dias parada no gabinete do presidente da Casa. Alcolumbre condicionoua tramitação à retomada do diálogo com o Palácio do Planalto.Como mostrou a coluna, o senador enviou só texto ao colegiado na sexta-feira (21/8), após três encontros com o presidente Lula.Na sequência, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), indicou Omar Aziz (PSD-AM) como relator da matéria.