Marçal promete recuar de candidatura se não tiver segurança jurídica

Wait 5 sec.

O ex-coach Pablo Marçal (PRTB) promete recuar de sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2026, caso não tenha segurança jurídica de que ela seja deferida.À coluna, Marçal disse que desistirá publicamente e pedirá para que não votem nele, caso seu nome seja incluído nas urnas eletrônicas com sua candidatura sub júdice.4 imagensFechar modal.1 de 4Pablo MarçalKebec Nogueira/Metrópoles2 de 4O presidente Lula, candidato à reeleição em 2026Reprodução/Youtube3 de 4O candidato à Presidência da República Flávio BolsonarVINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto4 de 4Renan Santos, presidenciável do MissãoVINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoCom a estratégia, o ex-coach tenta evitar que sua candidatura acabe ajudando o presidente Lula a vencer já no primeiro turno da disputa ao Planalto em 2026.Como noticiou a coluna, em tese, o TSE precisa analisar todas as candidaturas até 14 de setembro, mesma data em que as urnas eletrônicas devem ser lacradas. O processo, contudo, está sujeito a uma série de recursos e etapas judiciais, subterfúgios aos quais certamente Marçal recorrerá para tentar prolongar a decisão final.Como Marçal pode ajudar LulaA depender desse processo, o nome do ex-coach pode acabar sendo encaminhado às urnas, mesmo diante da tendência de sua candidatura ser posteriormente derrubada.Caso o nome de Marçal esteja na urna, os eleitores poderão votar em seu número. Nesse caso, a previsão de analistas é de que ele roubaria mais votos de Flávio Bolsonaro (PL) do que de Lula. Leia também Igor GadelhaComo Marçal pode ajudar Lula a vencer no 1º turno Igor GadelhaImpedido pelo TSE, Marçal promete ir a debate de qualquer jeito Igor GadelhaCury mostra que “fenômeno Marçal” não será repetido facilmente Igor GadelhaCampanhas tentam evitar que Pablo Marçal vá aos debates Se a candidatura de Marçal for impugnada depois com base na Lei da Ficha Lima, os votos dados a ele nas urnas serão anulados. Com isso, o universo de votos válidos será reduzido.Com menos votos válidos, o atual chefe do Palácio do Planalto precisaria de uma quantidade menor de votos absolutos para ultrapassar a marca de 50% e ser eleito já no primeiro turno.O cenário, portanto, depende menos do desempenho de Pablo Marçal nas pesquisas de intenção de voto e mais do calendário da Justiça Eleitoral para análise das candidaturas.