A Polícia Civil do Paraná (PCPR) praticamente descartou a participação de uma quarta pessoa na morte da família encontrada dentro de um apartamento em Curitiba (PR). Cerca de 48 horas de imagens das câmeras de segurança do condomínio foram analisadas pelos investigadores, que não identificaram a entrada de outra pessoa no imóvel antes de pai, mãe e filho serem encontrados mortos.O caso aconteceu na terça-feira (25/8). Os corpos de Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, Marcos Alberto Furuyama, de 58, e Rafael Furuyama, de 23, foram localizados dentro do apartamento onde a família morava. Leia também Mirelle PinheiroPai, mãe e filho mortos: imóvel onde família morava foi levado a leilão Mirelle PinheiroPai, mãe e filho mortos: quem era a família encontrada em apartamento no PR Mirelle PinheiroAdvogada é presa após planejar execução de marido por seguro de R$ 1 milhão Mirelle PinheiroMulher denuncia agressões do marido em prontuário médico: “Socorro” Segundo o delegado Ivo Viana, responsável pela investigação, a última movimentação registrada no apartamento ocorreu no domingo (23), por volta das 19h27.“Depois disso, até o momento que houve a necessidade de abertura da porta, não visualizamos entrada e saída de nenhum familiar”, disse.O filho do casal foi o último dos três a aparecer nas imagens. Antes das 20h de domingo, Rafael desceu até a portaria do condomínio para pegar uma encomenda deixada por uma amiga da mãe.InvestigaçãoApesar de a hipótese de que uma quarta pessoa teria participado do crime estar praticamente excluída, a Polícia Civil ainda não conseguiu esclarecer como a sequência de acontecimentos começou.O delegado afirmou que não há elementos suficientes para determinar se as vítimas estavam dormindo quando a ação ocorreu. Também não está definido se houve uma briga antes das mortes ou se a situação teria sido planejada por uma das vítimas.Duas das vítimas apresentavam cortes em pelo menos uma das mãos. As lesões foram encaminhadas para análise dos legistas, que deverão avaliar se os ferimentos são compatíveis com lesões de defesa ou se teriam ocorrido em outra circunstância.“A possibilidade que ganha força é que há indícios de que o Marcos, que é o marido de Cláudia e pai de Rafael, tenha tirado a própria vida. Não foi confirmado, mas é uma análise que ganha força diante de tudo.”A possível arma utilizada no crime foi encontrada ao lado do corpo do pai.Outro ponto investigado pela PCPR é a situação financeira da família. O apartamento onde os três moravam havia sido levado a leilão, conforme informado anteriormente pelo delegado.Os investigadores apuraram que Marcos tinha uma construtora e que havia um processo judicial iniciado por volta de 2014. Segundo Viana, porém, a família não teria conhecimento sobre o desfecho do processo.O delegado ressaltou que ainda não é possível afirmar se os três sabiam que o imóvel havia sido levado a leilão.Até o momento, 11 pessoas foram ouvidas pela investigação. A análise das imagens, os exames periciais e os demais elementos coletados devem ajudar a esclarecer a dinâmica das mortes. As investigações procedem.Quem era a famíliaClaudia era médica e trabalhou por cerca de 20 anos como pediatra em uma Unidade Básica de Saúde localizada em Araucária (PR). A atuação profissional fez com que ela se tornasse conhecida na região, aumentando a comoção em torno do caso.Nas redes sociais, a Secretaria de Saúde do município lamentou a morte da médica e se solidarizou com familiares, amigos e colegas de trabalho.Marcos Alberto era engenheiro civil e trabalhava com elaboração de projetos de instalações hidrossanitárias, estruturas, coberturas metálicas e sistemas elétricos.Rafael Furuyama, filho do casal, era estudante.