A Polícia Civil de São Paulo investiga a criação e o compartilhamento de um “ranking sexual” organizado por estudantes do curso de Psicologia da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), localizada em Presidente Prudente (SP). O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) nesta sexta-feira (21).Até o momento, seis vítimas foram identificadas e cinco suspeitos são investigados.Na noite de quinta-feira (20), o coletivo “Frente Pela Vida das Mulheres”, de Presidente Prudente, foi às ruas para protestar contra a objetificação e a violência contra as mulheres no ambiente universitário. Leia Mais Polícia investiga lista sexual com ao menos 65 alunas em colégio do RJ Estudantes da UFPR denunciam grupo criminoso para "apostas sobre estupro" Professor é investigado por importunação sexual em escola de SP “Que nenhuma mulher que tenha sido exposta, constrangida ou violentada se sinta obrigada a guardar silêncio. Denunciar também é romper com a lógica que protege quem violenta”, escreveu o coletivo em uma publicação.Em nota de repúdio, o grupo pediu a apuração do caso, acolhimento das vítimas, proteção contra retaliações e medidas concretas por parte da universidade.Universidades demitiram 6% dos professores acusados de assédio sexual nos últimos 10 anos | LIVE CNNUm ofício foi protocolado na Reitoria da Unoeste, cobrando medidas urgentes, responsabilização e providências concretas diante do caso.A CNN solicitou um posicionamento à universidade e aguarda retorno.Caso parecido aconteceu no RSOito alunos do IFSul (Instituto Federal Sul-rio-grandense), em Pelotas (RS), foram afastados suspeitos de criar e compartilhar uma lista com conteúdo de cunho sexual sobre alunas da instituição. Conforme a direção, pelo menos 30 adolescentes estariam envolvidas no material.A Polícia Civil informou que, o dia 24 de março deste ano, três alunas foram à delegacia registrar boletim de ocorrência. As idades dos suspeitos e das vítimas não foram divulgadas.A lista, criada em formato de ranking, teria sido compartilhada em grupos de redes sociais e aplicativos de mensagens. O material incluía imagens não autorizadas e comentários ofensivos e depreciativos a respeito das adolescentes.