Quem é o escritor Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência

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O candidato do partido Avante à Presidência da República nas eleições de 2026 é o escritor Augusto Cury.Cury tem 67 anos, é natural de Colina, no interior de São Paulo. Ele tem Ensino Superior completo e, como diz o nome registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), é escritor e crítico como ocupação. Além disso, é psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) e tem pós-graduação na PUC de São Paulo.Cury também é professor de pós-graduação e, segundo seu site pessoal, “é considerado o psiquiatra mais lido do mundo, com mais de 40 milhões de livros vendidos no Brasil e publicado em mais de 70 países”. Entre seus best sellers estão “O Vendedor de Sonhos”, que foi inclusive adaptado ao cinema pela Warner e dirigido por Jayme Monjardim, “Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século” e “O Homem Mais Inteligente da História”. Leia Mais Quem são os candidatos a governador do Piauí em 2026 Quem são os candidatos ao governo da Paraíba em 2026 PoderData/AYA: Lula tem 40% das intenções de voto no 1ª turno; Flávio, 34% O Avante confirmou sua pré-candidatura para concorrer ao pleito em abril deste ano. Na época, Cury fez um post nas redes sociais e disse que seu objetivo era “contribuir para a construção do Brasil dos sonhos”. “Não amo o poder, não preciso do poder e não busco o poder pelo poder. Não se trata de um projeto pessoal, mas de uma jornada”, escreveu.Nas eleições deste ano, concorre à chefia do Executivo ao lado de Júlio Delgado (Avante) como candidato a vice-presidente. Esta é a primeira eleição de Augusto Cury, mas seu vice já foi deputado federal por Minas Gerais e já disputou a Prefeitura de Juiz de Fora (MG).À Justiça Eleitoral, Cury declarou R$ 242 milhões em bens. Entre o patrimônio listado no TSE há 17 fazendas, dois apartamentos, dois prédios comerciais e um urbano, outros imóveis, investimentos, participações societárias, entre outros.Propostas e posicionamento políticoNo plano de Cury há propostas para mudanças no STF (Supremo Tribunal Federal), como a troca da escolha dos ministros ser feitas pelo presidente. Segundo Cury, essa decisão deve ser tomada pelo Ministério Público e pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).Para o candidato, a alteração tem o objetivo de fortalecer a independência, a pluralidade e o equilíbrio da Suprema Corte. Ele também propõe o fim do mandato vitalício da Corte para 8 anos e que, das nove vagas do Supremo, no mínimo três sejam ocupadas por mulheres.Cury também defende um plano de governo voltado para a saúde mental e a criação de clubes de empreendedorismo para estimular a criatividade, inovação e geração de oportunidades desde os primeiros anos de formação escolar.Entre as propostas de educação, ele quer que o Ensino Médio deixe de ser uma etapa preparatória apenas para o vestibular, mas que se torne um espaço de formação técnica para o trabalho.Outro projeto do candidato é o de transformar o ministro das Relações Exteriores em um secretário de Estado, como acontece nos Estados Unidos.Com o lema “mente capitalista e coração social”, Cury adota um discurso antipolarização. “O Brasil é maior do que qualquer divisão. É tempo de colocar as pessoas acima da polarização, o diálogo acima do ego e as soluções acima das disputas”, escreveu em publicação nas redes sociais.Quando teve sua candidatura à presidência oficializada pelo partido, em agosto, disse que uma de suas primeiras medidas seria propor a mudança do sistema político brasileiro do presidencialismo para o semipresidencialismo, no qual o presidente ficaria responsável por temas estratégicos e o primeiro-ministro assumiria a condução da administração do governo no dia a dia.Na ocasião, ainda afirmou que convidaria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para ser seu premiê. Também disse que chegou a negociar com o também candidato à chefia do Executivo Romeu Zema (Novo) para a criação de uma chapa única para as eleições de outubro, mas que a ideia acabou não avançando.Em entrevista à CNN em abril, Cury expressou que o Brasil precisa de um ministro da Fazenda como Paulo Guedes, líder da pasta durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na visão dele, Guedes poderia ter sido melhor porque sua “mente é brilhante”.Eleições 2026: Augusto Cury detalha pré-candidatura à Presidência da República | CNN 360º