O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (23/8), que se reunirá na próxima quarta-feira (26/8) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para anunciar o fim da cobrança do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”.“Eu me reuni com o meu amigo Davi Alcolumbre. Quarta-feira tem uma reunião com ele e vamos anunciar o fim da taxa das blusinhas, para as pessoas voltarem a comprar suas coisinhas”, relatou o petista durante entrevista à Record TV.A Medida Provisória (MP) do governo federal que zera a alíquota é pauta prioritária da gestão Lula nas próximas votações no Congresso Nacional. Se não for votada até o dia 8 de setembro, a MP caduca e a taxa voltará a ser cobrada semanas antes das eleições, o que pode causar impacto na campanha do petista.A implementação do imposto, sancionado em agosto de 2024 por Lula, é vista como um dos pontos de maior desgaste do governo com a opinião pública. Leia também BrasilMotta vai com Lula ao RN em meio à pressão sobre taxa das blusinhas BrasilGoverno fará esforço por MP da “taxa das blusinhas”, diz Durigan BrasilLula defende aprovação da MP que acaba com a “taxa das blusinhas” BrasilLula diz que Lulinha “vai ser punido” se tiver cometido crime e critica entorno de Trump O titular do Planalto disse ainda que outras pautas prioritárias do governo podem avançar durante o último período de esforço concentrado no Congresso, entre 31 de agosto e 3 de setembro: a PEC do fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública, o projeto de lei dos minerais críticos e o projeto de cria o Redata.Durante esses dias, as Casas Legislativas terão sessões presenciais para deliberações e votações para avançar em pautas antes das eleições gerais de outubro.Na última sexta-feira (21/8), Alcolumbre despachou as PECs do fim da escala 6×1 e da Segurança Pública para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A movimentação se deu uma semana depois de o senador amapaense anunciar que iria despachar as propostas que estavam paradas na presidência durante meses após reatar a relação com o presidente Lula.