O Ibovespa (IBOV), que começou o pregão em leve alta, inverteu o sinal para o negativo, com novas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, reforçando as apostas de uma alta nos juros norte-americanos em setembro. Por volta de 11h30 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira bateu a mínima intradia, aos 174.644,05 pontos, com queda de 0,28%. Em Wall Street, os índices também testaram o tom negativo: Dow Jones caiu 0,09%, aos 53.522,07 pontos; S&P 500 recuou 0,06%, aos 7.726,49 pontos e Nasdaq operou com queda de 0,14%, aos 26.504,402 pontos. O movimento, porém, logo se inverteu e os índices voltaram ao território de ganhos. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "IBOV", "IBOV" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "b9b1a8e"} ); O câmbio, por sua vez, teve um reflexo maior das falas: o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes como euro e libra, bateu máxima intradia aos 99,593 pontos (+0,44%). Na comparação com o real, a divisa norte-americana atingiu R$ 2,5131 (+0,99%) no mercado à vista. No mercado de juros, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiros (DIs) de médio e longo prazos acentuaram alta, com ganhos de até 9 pontos-base. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, operam voláteis. Durante o discurso no simpósio de Jackson Hole, Warsh afirmou que o Fed “terá trabalho a fazer” caso a inflação não caminhe rapidamente para a meta de 2%. “Este é o meu critério: devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer. Esse é o nosso trabalho, nosso mandato, e nossa responsabilidade”, disse Warsh. Segundo o chair do banco mais poderoso do mundo, “o progresso [de levar a inflação à meta] nos últimos dois anos tem sido modesto”, disse Warsh. O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) — preferido pelo Fed —, permaneceu em 3,7% em base anual até julho.Ele ainda destacou que as recomendações dos cinco grupos de trabalho para estudo sobre questões de longo prazo “virão mais tarde e não terão influência nas decisões que tomamos na conjuntura atual de política monetária. Mas acredito que, para os desafios futuros da política monetária, esse investimento intelectual de hoje nos deixará muito mais bem preparados”.O presidente do Fed, por sua vez, não abordou diretamente as recentes intervenções no mercado realizadas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mas afirmou que o Fed “precisa de sinais claros do mercado, o mais puros possível”, para definir uma política monetária adequada.Por dentro dos mercadosReceba gratuitamente as newsletters do Money TimesOBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.Após as falas de Warsh, o mercado consolidou as apostas de uma nova alta nos juros na próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, em setembro. Agora, a ferramenta FedWatch, do CME Group, aponta 55,5% de chance de o BC dos EUA elevar os juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, contra a aposta de 35,7% antes do discurso. Já a probabilidade de manutenção na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano caiu de 64,3% (antes de Warsh) para 44,5%.