HGRE11 negocia Edifício Alegria por R$ 115 milhões e responde à B3; confiraO fundo imobiliário HGRE11 encaminhou esclarecimentos à B3 após ser questionado sobre oscilações consideradas atípicas nas cotas, acompanhadas por aumento no número de negócios e na quantidade negociada. No documento, o administrador fiduciário informou não haver elementos suficientes para associar a movimentação a um evento específico, embora tenha apontado a existência de uma operação relevante envolvendo a venda de imóvel.Segundo a resposta, o questionamento se deu diante de variações significativas observadas no período recente e do crescimento do giro no book de ofertas. A administradora reiterou que, ao avaliar as informações disponíveis, não identificou gatilhos objetivos que expliquem, por si só, o comportamento das cotas, e que a análise segue em andamento.Quer saber como receber renda passiva por meio de fundos imobiliários? Conheça o curso Viva de Dividendos e saiba mais.HGRE11 relata variações e volume elevadosEntre 13 e 26 de agosto de 2026, as cotas registraram variações relevantes. O maior movimento ocorreu em 26 de agosto, quando o fundo encerrou o pregão a R$ 113,10, com queda de 4,52%. Na mesma sessão, foram apurados 9.878 negócios, com 54.812 cotas e volume financeiro de cerca de R$ 6,23 milhões, acima dos níveis observados nos pregões anteriores listados no ofício.A administradora destacou que os números superaram os patamares das sessões anteriores mencionadas, reforçando o caráter atípico do período sob análise. Ainda assim, a instituição pontuou não ser possível, até o momento, estabelecer uma relação direta entre a variação das cotas e um evento específico, mantendo a linha de que não há evidências objetivas que sustentem tal vínculo.Venda do Edifício Alegria e condições do acordoAo responder à B3, o Banco Genial informou ter tomado conhecimento de uma operação de desinvestimento envolvendo o Edifício Alegria, ativo do FII localizado no Brás, em São Paulo. O fundo assinou um compromisso vinculante para vender a totalidade do imóvel por R$ 115 milhões. O edifício está atualmente 100% desocupado.Pelos termos acordados, R$ 5,5 milhões serão pagos na assinatura, após a conclusão da diligência, e os R$ 110 milhões restantes deverão ser recebidos em cinco parcelas anuais corrigidas pelo IPCA. As parcelas poderão ser antecipadas conforme o fluxo de vendas previsto na estrutura de permuta financeira. A transação permanece condicionada ao cumprimento de condições precedentes até a sua conclusão.A administração informou que o compromisso contempla a alienação integral do ativo, destacando o cronograma e a forma de pagamento estabelecidos. O modelo de liquidação, atrelado ao IPCA e com possibilidade de antecipação, foi detalhado à B3 como parte dos esclarecimentos sobre eventos recentes relacionados ao portfólio do fundo.Posicionamento da administração e próximos passosApesar de mencionar a venda do Edifício Alegria, a administradora enfatizou que não é possível afirmar que essa operação tenha provocado as oscilações das cotas observadas entre 13 e 26 de agosto de 2026. O Banco Genial também declarou não ter conhecimento de qualquer outro fato relevante, ato ou evento ainda não divulgado que pudesse justificar o comportamento das cotas, o aumento do número de negócios ou o crescimento da quantidade negociada no período.A operação envolvendo o Edifício Alegria deverá ser comunicada posteriormente em fato relevante específico, após a formalização do contrato de compra e venda pelo fundo. Até lá, a administradora continuará acompanhando as movimentações de mercado e cumprindo os trâmites de divulgação previstos para esse tipo de transação.