Com seis biomas diferentes, o Brasil reúne a maior biodiversidade do planeta. O desafio é conciliar desenvolvimento econômico e manter a floresta em pé, agregando valor aos produtos que saem de lá. No Guia de Candidaturas, com propostas aos candidatos à Presidência da República e aos governos estaduais, o Sebrae defende uma estratégia de sociobioeconomia, capaz de transformar a biodiversidade brasileira em oportunidades de negócios sustentáveis, geração de renda e desenvolvimento territorial.Acesse o Guia de Candidaturas à Presidência e aos governos estaduais“O Sebrae trabalha para um novo modelo de desenvolvimento baseado na valorização da floresta e das pessoas que vivem nela. A bioeconomia tem um potencial imenso para gerar renda e fortalecer pequenos negócios. A partir dela, o Brasil pode se posicionar mundialmente como referência em soluções sustentáveis e inovadoras”, defende o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.O eixo de Sociobioeconomia do Guia reúne propostas que buscam transformar ativos ambientais, culturais e territoriais em oportunidades de geração de renda, estimulando cadeias produtivas sustentáveis e fortalecendo pequenos negócios ligados à biodiversidade.O fortalecimento da sociobioeconomia, destaca o Sebrae, passa pelo apoio a produtores da floresta e artesãos para a superação de barreiras burocráticas e logísticas, entrada em mercados de alto valor agregado no Brasil e no exterior, certificação de produtos e acesso a crédito compatível com o ciclo da natureza. As sugestões do Sebrae passam, especialmente, pela ampliação da renda de comunidades tradicionais, agricultores familiares e povos originários.O Brasil tem no seu patrimônio natural uma vantagem que poucos países possuem. Transformar essa riqueza em negócios estruturados, com tecnologia e valor agregado, é unir conservação ambiental e geração de renda numa mesma estratégia de desenvolvimento.Murilo Terra, coordenador do Núcleo de Assessoria Legislativa da Unidade de Políticas Públicas do SebraeVeja as propostas do SebraeNacionalMarco Legal da Bioeconomia para MPE: regras para inclusão simplificada de pequenos produtores no mercado de carbono e Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) (ex.: REDD+ Social do Amazonas).Fundo Nacional de Inovação para Pequenos Negócios: criação de uma linha dedicada no ecossistema BNDES/Finep para financiar projetos inovadores de MPE.Iniciativa Brasil Criativo: financiamento garantido por ativos de propriedade intelectual para o setor criativo (inspirado na KOCCA da Coreia do Sul).Iniciativa de Internacionalização de Produtos Criativos e Biodiversos: apoio federal à exportação de produtos criativos e biodiversos de MPE, com suporte à certificação internacional, participação em feiras globais, crédito para pré-financiamento de exportações.Pagamentos por Serviços Ambientais para Pequenos Produtores: regulamentação da PNPSA (Lei 14.119/2021) com pagamentos diretos por conservação (modelo de sucesso da Costa Rica).EstadosCadeias de Valor da Bioeconomia com integração à Economia Criativa: mapeamento de vocações territoriais e integração à sociobioeconomia (ex.: cadeia da castanha-do-pará).Certificação Estadual de Origem e Sustentabilidade: sistema estadual de certificação de origem para produtos típicos regionais, articulado ao sistema de Indicações Geográficas do INPI, com apoio técnico para que pequenos produtores atendam requisitos e acessem mercados de maior valor agregado.Fundo Estadual de Garantia para MPE: criar ou fortalecer fundo estadual de aval e garantia para crédito de MPE, em parceria com bancos estaduais, cooperativas de crédito e fintechs, com foco em empreendedores sem garantias reais ou histórico de crédito formal.Rotas de Bioeconomia e Turismo Criativo: circuitos integrados de turismo, artesanato e gastronomia para retenção de riqueza local.Bioeconomia e Resiliência: apoio a sistemas agroflorestais e bioinsumos como estratégia de produção regenerativa.