O candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) disse nesta terça-feira (25) que vai estabelecer um novo teto de gastos e propõe uma revisão na reforma tributária. Ele defendeu encaminhar uma emenda constitucional no primeiro dia de um eventual mandato determinando que as despesas serão corrigidas pela inflação mais o máximo de 50% do PIB.Em sabatina feita pelo Jornal Nacional, o ex-governador de Goiás afirmou que para realizar o corte de gastos no país é preciso ter maioria no Congresso, algo que seria viável por meio de seu partido, o PSD. Ele, no entanto, não disse de onde cortaria, já que ele deve “assumir a cadeira” antes de fazer o diagnóstico. O candidato se limitou a falar que não mexeria na renda dos mais pobres.“Eu sou um homem formado para salvar vidas. Eu não mexeria no salário mínimo, nem na saúde e educação. Eu vou fazer gestão”, afirmou., Leia mais Moraes autoriza Flávio e Carlos Bolsonaro a visitar Filipe Martins Análise: Lula teme impacto de caso Lulinha na militância do PT Mendonça propõe ao TSE critério para definir deepfake nas eleições Caiado também falou que pretende fazer mudanças na reforma tributária. Ele disse ser contra a “burocracia” e que vai tratar com todos os segmentos da sociedade, mas não deu detalhes de quais seriam as alterações feitas na proposta aprovada em 2023.O candidato declarou que vai fazer uma revisão da reforma porque o IVA de 28% que é projetado é muito alto. Ele prometeu ouvir diferentes setores como MEIs, indústria e exportadores e manter somente o que é bom.Ao ser perguntado sobre mudanças para aposentadoria, Caiado se esquivou e disse que também precisa fazer um diagnóstico antes de apresentar propostas. Para ele, quem faria esse estudo são os especialistas que compõem a sua equipe para analisar as “minucias” da economia brasileira.Desta forma, o ex-governador não respondeu se mexeria ou não na idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres.Anistia para 8 de JaneiroCaiado voltou a defender anistia para os condenados pela tentativa de golpe do 8 de Janeiro. Ele se disse um democrata “intransigente” e que o Brasil não pode ter um processo de “revanche” e afirmou que Lula foi “anistiado” pelo STF (Supremo Tribunal Federal).“Nós precisamos pacificar o país e acabar com a polarização. Esse clima cria um processo de um contra o outro. Neste momento eu posso garantir que encaminharei sim um projeto ao Congresso propondo uma anistia ampla. Meu objetivo é pacificar o país com uma anistia ampla, geral e irrestrita”, disse. Leia mais Análise: Lula teme impacto de caso Lulinha na militância do PT Festa do Peão de Barretos: relembre shows marcantes da história do rodeio Área de milho na Argentina deve ficar estável em 2026/27 Caiado se apresenta como a terceira via possível que foge da polarização de Lula Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ele tem focado os ataques contra Lula e afirmado que o presidente concentrou em seu governo uma gestão de corrupção. Caiado declarou que o governo do PT foi responsável por um “propinoduto” com o pagamento de propinas que eram noticiadas “diariamente”.De acordo com o ex-governador de Goiás, a gestão petista é “conivente” com o crime organizado e não adotou medidas de enfrentamento à violência. Além disso, Caiado afirma que Lula pratica “agiotagem” por sua política econômica.Ele tem usado a relação entre o bolsonarista e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para atacar Flávio, como um candidato que apresenta cada dia uma “surpresinha”. Na sabatina, no entanto, Caiado não citou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).Segurança públicaEle também falou sobre a proposta de criar uma política regional na América do Sul. De acordo com Caiado, é possível convencer os países que fazem fronteira com o Brasil a aderirem a uma força de segurança interestatal porque todos eles são governados por presidentes de centro-direita.Ele comparou a atuação deste novo órgão de segurança com a Europol. Ao citar a atuação da polícia europeia, Caiado afirmou que essa corporação pode realizar prisões. No entanto, a Europol só compartilha informações entre os países e não realiza operações.A presença dos Estados Unidos na região também seria um tema abordado por essa polícia.