Os novos ladrões de arte: o crime como serviço, mais violência e foco em ouro

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Por Julia PayneBRUXELAS, 24 Ago (Reuters) – Ladrões ⁠de obras de arte na Europa estão ⁠cometendo roubos cada vez mais violentos, com foco em ouro e ‌joias, e as quadrilhas especializadas foram substituídas por grupos oportunistas improvisados, recrutados por meio das redes sociais, informou a Europol nesta ‌segunda-feira.O assalto ao Museu do Louvre, em Paris, em outubro do ano passado, foi um exemplo dessas mudanças, disse a Europol, depois que os ladrões ameaçaram guardas e visitantes e roubaram joias no valor de 88 milhões de euros, como a tiara da imperatriz Eugênia.Nos últimos ⁠dois ‌anos, os ladrões de obras de arte voltaram sua atenção para ⁠metais preciosos, joias e artefatos culturais que oferecem lucros maiores, afirmou a agência de aplicação da lei da UE em um relatório.O preço do ouro subiu 85% nos últimos dois anos, à medida que investidores e bancos centrais recorrem ao metal ​como um porto seguro. A London Bullion Market Association, que supervisiona o centro de negociação de ouro no mercado de balcão ​de Londres, alertou que “conforme os preços do ouro atingem níveis históricos, os fluxos ilícitos e as distorções de mercado também estão aumentando”.Coroa usada pela imperatriz francesa Eugenie, que foi roubada do museu do Louvre, mas que caiu durante a fuga dos assaltantes, em foto não datada Museu do Louvre/Divulgação via REUTERSA Europol afirmou: “os criminosos estão invadindo instalações e vitrines usando ferramentas como marretas, machados, pés-de-cabra e, em alguns casos, explosivos”.Enquanto as quadrilhas ‌tradicionais recorriam ao ‘engano e à furtividade’, contavam com ​um líder central e possuíam especialização específica, os roubos recentes foram realizados por um grupo descentralizado e improvisado de oportunistas em busca de lucro, recrutados por meio das ⁠redes sociais sob ​o modelo de ‘crime como ​serviço’, segundo a agência.Entenda melhor: Como investir em ouro: conheça as diferentes formas, vantagens e cuidados necessáriosA Europol acrescentou que os ladrões têm como alvo, cada vez ⁠mais, itens de ouro — desde pepitas ​e moedas até joias.“Metais preciosos podem ser facilmente derretidos, não deixando rastros para as autoridades e facilitando vendas ilícitas durante o processo de receptação. Pedras ​preciosas em joias, por outro lado, podem ser facilmente removidas e revendidas”, afirmou o relatório.Em janeiro do ano passado, ​ladrões usaram explosivos para ⁠roubar um capacete daciano de ouro de 2.500 anos e três pulseiras de ouro antigas ⁠de um museu na Holanda. Os artefatos foram posteriormente recuperados e devolvidos à Romênia, embora uma pulseira ainda esteja desaparecida.A Europol também observou um aumento nos roubos de artefatos de porcelana chinesa antiga, como vasos da dinastia Ming, devido à alta demanda.(Reportagem adicional de Polina Devitt em ​Londres)The post Os novos ladrões de arte: o crime como serviço, mais violência e foco em ouro appeared first on InfoMoney.