A Hapvida (HAPV3) aparece entre os destaques negativos do Ibovespa (IBOV) nesta terça-feira (25) com algumas notícias pesando na cotação. Na mínima, a ação chegou a recuar 4,72%, a R$ 6,06, aprofundando a queda da operadora de saúde desde que divulgou resultados fracos.Desde 3 de agosto, a ação despenca quase 50%. No ano, o tombo é de 57%.Na avaliação do sócio da Fatorial Investimentos, Fábio Lemos, o comunicado de ontem da companhia ainda não elimina a principal dúvida que ficou depois do balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26). Segundo a Hapvida, a empresa está avaliando contratos coletivos com precificação “defasada” de cerca de 947 mil beneficiários, cerca de 11% de sua base, que poderão ser reajustados ou até descontinuados nos próximos 12 meses. “Há uma hipótese de saída de 665 mil beneficiários, o que representaria uma queda de cerca de 8% da base da Hapvida. O problema é que retirar contratos deficitários melhora a qualidade da carteira, mas pode pressionar a receita e reduzir a diluição dos custos fixos da rede”, explica Lemos. Dessa forma, o sócio da Fatorial Investimentos considera que o comunicado tem efeito negativo no curto prazo, não pelo conteúdo ser necessariamente novo, mas porque ele mantém elevada a incerteza sobre a receita, margem e geração de caixa da companhia. Lemos observa que isso ocorre depois de um trimestre em que o Ebitda caiu 44%, a margem recuou para 6,3% e a sinistralidade chegou a 75,2% no 2T26. “Hoje, o mercado não está cobrando apenas melhora operacional da Hapvida, está cobrando também visibilidade”, diz. Por volta das 11h57 (horário de Brasília), a Hapvida recuava 3,62%, a R$ 6,13. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "HAPV3", "HAPV3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "8767e0c"} ); Squadra despacha papéis da HAPV3Para o economista e chefe de renda variável da Fami Capital, Gustavo Bertotti, os fundamentos da companhia estão muito fragilizados e o tombo da HAPV3 já chega a mais de 45% apenas em agosto, enquanto a queda é de 85% em 12 meses. Bertotti avalia que, além do comunicado da empresa, a gestora Squadra despachou cerca de 3,87% das ações da Hapvida, o que também impacta negativamente as cotações da empresa nesta terça-feira.Leia mais: Hapvida (HAPV3): Squadra despacha ações do ‘maior erro de sua história’; veja“A queda de hoje em parte tem a ver com a redução da posição da Squadra, com a gestora destacando o erro no investimento e também na administração da empresa. Isso não é favorável para a empresa”, afirma Bertotti.Além disso, o head de renda variável lembra que a expectativa de Selic terminal em 2026 mais elevada não é favorável para empresas cíclicas, o que também pesa para a ação da Hapvida, ao olhar para o endividamento da companhia. Por dentro dos mercadosReceba gratuitamente as newsletters do Money TimesOBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.