SNAG11 de olho: BNDES aprova R$ 42,8 mi para ampliar armazenagem de grãos no PR

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SNAG11 de olho: BNDES aprova R$ 42,8 mi para ampliar armazenagem de grãos no PRO Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 42,8 milhões para a Coasul Cooperativa Agroindustrial ampliar a capacidade de armazenagem de grãos no Paraná. O plano inclui novas estruturas nos municípios de Laranjal e São João, adicionando 24 mil toneladas, além de um conjunto voltado ao atendimento de produtores rurais da região.Os recursos virão pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Com contrapartida de R$ 803 mil por parte da cooperativa, o investimento totaliza R$ 43,6 milhões. O projeto busca reforçar a infraestrutura local para receber e conservar grãos no pós-colheita, etapa crítica para a logística do agronegócio.Em Laranjal, a Coasul destinará R$ 33,7 milhões à construção de silos com capacidade estática de 12 mil toneladas. A unidade também contará com áreas para armazenagem de insumos e defensivos, espaço de atendimento, refeitório, moradia para funcionário e outras estruturas de apoio voltadas à operação.Segundo o projeto, a expansão beneficiará a base de aproximadamente 16,7 mil cooperados, concentrados majoritariamente no sudoeste do Paraná. A expectativa é atenuar gargalos na recepção e conservação de grãos, oferecendo maior fluidez operacional durante os períodos de colheita.Armazenagem insuficiente impulsiona investimentos no agroO investimento ocorre em um contexto de descompasso estrutural entre produção e capacidade de estocagem no Brasil. Dados citados pela Datagro indicam que, na última década, a produção nacional de grãos cresceu, em média, 6,5% ao ano, enquanto a capacidade estática dos armazéns avançou cerca de 4% ao ano.Esse hiato ajuda a explicar o déficit de armazenagem identificado pelo setor, estimado em mais de 130 milhões de toneladas. A falta de silos pressiona a logística nas janelas de colheita e pode levar produtores a vender parte da safra imediatamente, quando a oferta é maior. Sem espaço para estocar, diminui a flexibilidade para planejar o momento de comercialização.A ampliação de estruturas torna-se, assim, um vetor de investimentos no agronegócio. Entre os veículos que acompanham esse movimento está o SNAG11, Fiagro da Suno Asset com exposição a diferentes elos da cadeia. Dados recentes do fundo mostram que a armazenagem representa cerca de 6,3% da carteira, enquanto a irrigação responde por aproximadamente 22,7%.Infraestrutura do agro ganha espaço no Fiagro da Suno AssetA tese por trás da exposição à armazenagem está diretamente ligada ao avanço da produção agrícola. À medida que o volume colhido cresce, aumenta a necessidade de estruturas capazes de receber, conservar e movimentar grãos após a colheita, reduzindo perdas e melhorando a eficiência logística.No caso do Fiagro gerido pela Suno Asset, a armazenagem integra uma estratégia mais ampla de investimentos em infraestrutura agrícola. A maior posição nesse segmento é a irrigação, que recebeu aproximadamente R$ 200 milhões após a quinta emissão de cotas e passou a representar cerca de 22,7% do patrimônio do fundo.A lógica é direcionar recursos para ativos que contribuam para ganhos de produtividade e mitigação de gargalos operacionais no campo. Além de armazenagem e irrigação, o portfólio do Fiagro contempla exposições a revendas agrícolas, terras, café, sementes, laticínios e imóveis rurais, acompanhando diferentes etapas da cadeia produtiva.Com o reforço aprovado pelo BNDES, a Coasul tende a ampliar a capacidade de atendimento aos cooperados e a eficiência no escoamento da safra. Em paralelo, a expansão da infraestrutura de armazenagem no país segue como pauta central para acomodar o crescimento da produção e reduzir pressões logísticas em momentos críticos do calendário agrícola.