Saldo de operação contra ouro ilegal em SP apreende R$ 1,5 milhão em joias

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Os policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) apreenderam mais de R$1,5 milhão em joias e ouro, além de R$6 mil em espécie e uma pistola Glock calibre 380 na segunda fase da Operação Ouro Reverso, realizada nesta segunda-feira (24), que investiga uma rede envolvida em roubos, receptação e comércio de metais preciosos.  O balanço realizado pela Polícia apontou que o valor total de bens apreendidos, entre joias e ouro, chega a R$1.561.188,00.  Ao todo, as equipes cumprem quatro mandados de prisão e 28 mandados de busca e apreensão em diferentes bairros da capital paulista e em Guarulhos, na Grande São Paulo. Também foram determinados bloqueios de R$ 34 milhões relacionados aos investigados. Operação Ouro ReversoEntre os alvos da operação está uma área conhecida como “Círculo de Fogo”, na região central de São Paulo. Segundo as investigações, empresas instaladas no local seriam responsáveis por adquirir joias de roubos e furtos e posteriormente derreter o ouro, dificultando a identificação da origem dos objetos.Foram cumpridos quatro mandados de prisão durante a segunda fase da operação • Divulgação Leia Mais Operação em 11 estados apreende ouro em sapato e mira facções na fronteira RJ: Delegado e ex-prefeito estão entre alvos da PF por lavagem de dinheiro Mais de 20 pessoas são presas em operação contra tráfico na Região Sul A ação é coordenada por policiais da 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas (3ª DIG), do DEIC, e conta com a participação de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e de avaliadores da Caixa Econômica Federal.A investigação permitiu identificar diferentes elos dessa cadeia criminosa, como envolvidos nos roubos até os estabelecimentos responsáveis pela receptação e pelo processamento das joias, que são transformadas em novas peças.Foram determinados bloqueios de R$ 34 milhões relacionados aos investigados. • DivulgaçãoNa segunda fase, segundo a polícia, o objetivo é reunir novas provas, responsabilizar os envolvidos e interromper o fluxo do ouro roubado.Primeira faseA primeira etapa da Operação Ouro Reverso foi realizada em maio de 2025 e teve como um dos principais resultados a prisão de Rony Gonçalves, apontado pelas investigações como um dos principais negociadores de objetos de ouro roubados.Operação Ouro Reverso em primeira fase • Polícia Civil de SPDe acordo com a investigação, Gonçalves integrava um esquema comandado por Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como “Mainha do Ouro”, apontada como responsável por dar suporte a quadrilhas criminosas envolvidas nos roubos.Nesta segunda fase, a Polícia Civil busca identificar e responsabilizar outros integrantes da estrutura criminosa, incluindo pessoas que atuariam na receptação, comercialização e processamento do ouro obtido de forma ilícita.A investigação aponta que o derretimento das joias seria uma das estratégias utilizadas pelo grupo para descaracterizar os objetos roubados e dificultar o rastreamento da origem do metal.Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados pela Polícia Civil, que também deverá aprofundar a apuração sobre a participação de empresas e demais envolvidos no esquema. *Sob supervisão de Thiago Félix