Belo Horizonte — A delegada Wanessa Santana Martins Vieira, investigada após o marido ser flagrado dirigindo uma viatura da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), teve a licença médica renovada por mais 120 dias.A nova licença para tratamento de saúde foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (25/8) e tem validade retroativa a 19 de agosto. Durante o período de afastamento, Wanessa continua recebendo a remuneração integral, conforme prevê a legislação estadual.A delegada está afastada do trabalho desde 28 de março deste ano e acumula sucessivas licenças médicas. Conforme mostrou o Metrópoles, até julho, ela havia recebido R$ 93.674,88 brutos em remuneração durante o período em que permaneceu licenciada. Leia também Minas GeraisDelegadas de MG já receberam R$ 351 mil em meio a sucessivas licenças Minas GeraisDelegada casada com homem que matou gari em BH tem 7ª licença médica Minas GeraisDelegada presa por “emprestar” viatura ao marido já está na 5ª licença Um dos afastamentos mais recentes havia concedido à servidora outros 30 dias de licença, contados a partir de 20 de julho. Com a nova decisão, o período longe das funções será prolongado por mais quatro meses.Caso da viaturaWanessa chegou a ser presa em março deste ano por “emprestar” uma viatura da corporação ao marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira.O casal foi preso em flagrante em 10 de março. No dia seguinte, a Justiça de Minas Gerais concedeu liberdade provisória aos dois mediante pagamento de fiança equivalente a três salários mínimos para cada um.Segundo a Polícia Civil, Renan foi abordado enquanto dirigia sozinho uma viatura descaracterizada da corporação em um corredor exclusivo do Move, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. A abordagem ocorreu durante uma operação da Corregedoria da PCMG.Após as diligências, Wanessa e o marido foram presos em flagrante por peculato. Na ocasião, a Polícia Civil informou que a delegada foi ouvida pela unidade correcional e afirmou que a instituição “não coaduna com desvios de conduta de seus servidores”.Licenças médicasEm nota encaminhada anteriormente ao Metrópoles, a Polícia Civil afirmou que o afastamento de servidores para tratamento de saúde não implica suspensão automática da remuneração.“A licença para tratamento de saúde de servidores públicos ocorre regularmente, mediante avaliação médica competente”, informou a corporação.A Lei Orgânica da PCMG prevê ainda que o policial civil que acumular três meses de licença, contínuos ou não, nos 12 meses anteriores ao pedido de um novo afastamento seja submetido a uma verificação de invalidez. A avaliação não significa, por si só, aposentadoria do servidor.