O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou que todos os grupos criminosos que operam no país devem ser tratados como “terroristas”, em um novo sinal do endurecimento da política de segurança de seu governo.Durante um Conselho de Segurança em Barranquilla, neste domingo (23), o presidente disse que o narcotráfico, a mineração ilegal, a extorsão e o contrabando estão conectados e que o Estado não deveria fazer distinções ao combatê-los.“Aqui temos que parar de tratar esses bandidos de maneira diferente. Temos que tratar todos sob uma única denominação, que é a de grupos terroristas”, disse.De la Espriella afirmou que o narcotráfico é a principal fonte de financiamento das estruturas criminosas e garantiu que seu governo não permitirá um tratamento diferente. Leia mais Recrutamento de menores por grupos armados disparou na Colômbia, diz ONG Análise: Apetite dos EUA por ações na América Latina traria tensões Presidente da Colômbia solicita a Trump fim de tarifas após terremoto “Aqui acabou essa divisão. Quando se trata de combater o crime, não há diferenças nem na ação do Estado nem na resposta do Estado”, disse. E acrescentou: “Todos são terroristas e vamos tratá-los como tal, aconteça o que acontecer”.O presidente, que estreitou os vínculos com os Estados Unidos desde que assumiu a Presidência há apenas algumas semanas, anunciou durante sua posse a entrada da Colômbia no Escudo das Américas, uma aliança promovida pelo presidente Donald Trump para combater o crime organizado e o narcotráfico na região.Por sua vez, o governo Trump disse estar disposto a apoiar o governo colombiano “para derrotar as implacáveis organizações narcoterroristas e criminosas”. Para isso, os dois países buscarão fortalecer as forças de segurança da Colômbia com um uso “sem igual” de tecnologia dos EUA e a realização de operações coordenadas com as forças americanas, entre outras medidas.Américo: Com De La Espriella, Colômbia dá guinada à direita | CNN BrasilEm Barranquilla, De la Espriella anunciou uma maior coordenação entre as Forças Militares, a Polícia, a Procuradoria e os juízes, além da criação de forças de elite e de um Bloco Nacional de Busca contra a Extorsão. Também pediu o fortalecimento do combate às finanças criminosas, com apoio dos bancos e da Unidade de Informação e Análise Financeira (UIAF).Além disso, o presidente disse que pretende transformar Barranquilla e sua região metropolitana em um “laboratório” de sua estratégia de segurança, baseada em maior presença policial, inteligência e coordenação institucional.Como o resultado da eleição na Colômbia afeta o Brasil