O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) publicou uma indireta, nesta sexta-feira (21/8), em referência aos dois principais adversários na disputa pelo Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).“Brasil não pode ser a ‘República dos filhos complicados’. Nós temos que virar essa página!”, escreveu Caiado no X.O ex-governador de Goiás não citou nominalmente os dois presidenciáveis, mas a publicação ocorre em meio à repercussão de casos envolvendo os filhos mais velhos de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).Veja post:A referência a Flávio Bolsonaro ocorre no momento em que o senador é questionado sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro.Flávio admitiu ter procurado Vorcaro para tratar do financiamento do longa. O ex-banqueiro teria repassado R$ 61 milhões para a produção. O senador afirmou que buscava patrocínio privado para o filme e negou ter oferecido vantagens ou recebido benefícios em troca.Em julho, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para apurar possíveis irregularidades relacionadas ao financiamento de Dark Horse. O caso também é analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).A relação com Vorcaro se tornou um dos pontos de desgaste da campanha de Flávio Bolsonaro. Nessa quinta-feira (20/8), o senador voltou a afirmar que considera o episódio encerrado e que já prestou contas sobre os gastos da produção. Leia também BrasilDatafolha: Lula tem 39% no 1º turno; Flávio, 33%; Caiado, 5%; Renan, 4%; Zema, 3% BrasilCaiado critica Lula e Flávio e diz que não tem “nada para esconder” São PauloCaiado ataca eficácia de políticas sociais de Lula: “Colapso completo” BrasilCaiado ironiza Flávio após ele dizer que Dark Horse é “página virada” Lulinha é alvo de inquéritos da PFA outra referência da publicação de Caiado é Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Ele é alvo de três inquéritos da Polícia Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência e possíveis irregularidades em articulações envolvendo empresas e órgãos do governo federal. As investigações foram abertas a partir de informações obtidas pela PF no âmbito da apuração sobre fraudes no INSS.Uma das investigações envolve a empresária Roberta Luchsinger e apura suspeitas de que ela teria recorrido à proximidade com Lulinha para intermediar interesses empresariais relacionados ao mercado de cannabis medicinal, inclusive em negociações envolvendo o Ministério da Saúde. O caso também envolve o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como ligado à empresa World Cannabis.O segundo inquérito investiga uma possível atuação de Lulinha para facilitar negócios envolvendo a Dataprev, empresa pública responsável pelo processamento de dados de programas sociais e previdenciários. A PF apura, entre outras suspeitas, se um empresário teria custeado despesas de uma viagem de Lulinha em um contexto relacionado à tentativa de obter negócios com o governo.Já a terceira investigação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, apura outras possíveis articulações para favorecer interesses privados em negócios com o governo federal. Lulinha nega irregularidades.