Governo busca priorizar desembarque de fertilizantes para safra 2026/27

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O governo publicou nesta quarta-feira (20) uma portaria que recomenda a preferência no desembarque de fertilizantes minerais e demais insumos voltados ao abastecimento da safra 2026/27.A medida publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) pelo MPor (Ministério dos Portos e Aeroportos) terá vigência de seis meses.Na avalialção do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, para além de dar celeridade às operações nos portos, a medida auxilia na redução do custo de armazenagem e garante maior previsibilidade para o produtor. Leia Mais Vendas para a China e safra americana impulsionam preços da soja em Chicago Clima mais seco no Brasil pressiona café e recua 2,02% em de Nova York Brasil pode exportar 120 mil toneladas de carne bovina extra cota dos EUA “A portaria representa o resultado de uma parceria com o Ministério dos Portos e Aeroportos ao qual apresentamos a necessidade de dar celeridade ao desembarque dos produtos”, afirmou.“Com essa medida, a logística portuária, envolvendo a atracação dos navios, será mais rápida, reduzindo filas, custos de armazenagem e garantindo maior previsibilidade para o produtor, num momento crucial para a safra de verão”, complementou.Segundo o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), a publicação da portaria atende a um pedido antigo do setor frente às consequências do conflito no Oriente Médio e à instabilidade causada na oferta de fertilizantes.El Niño: Governo avalia usar sobras do Proagro no combate ao fenômeno | CNN AGRO NEWSAtualmente, o Brasil importa 93% do fertilizante consumido nacionalmente (cerca de 45,5 milhões de toneladas) com os carregamentos de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e cloreto de potássio, utilizados na produção agrícola pelos portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e do Arco Norte.Entre janeiro e maio deste ano, em virtude dos conflitos internacionais, o volume de importação de fosfatados e nitrogenados recuou 8,7%, de 7,69 milhões de toneladas para 7,02 milhões. China e Rússia lideram o fornecimento do produto para o Brasil.No período analisado, o preço médio do produto subiu 14,4% e o valor desembolsado nas importações, apesar da queda no volume, aumentou em 4,4%.De acordo com o Mapa, a medida não mudará o protocolo fitossanitário e o fluxo de funcionamento dos portos.“A preferência no desembarque das cargas e na facilitação do fluxo portuário, no entanto, não deve implicar qualquer flexibilização dos controles sanitários, fitossanitários, aduaneiros ou de qualidade aplicáveis às cargas importadas, permanecendo inalterados os procedimentos previstos na legislação vigente, conforme prevê a normativa”, destacou o ministério em nota.Sob supervisão de Kaique Cangirana* Rabobank: safra menor de laranja não deve recuperar preços do suco