Açúcar volta a se aproximar das máximas de mais de um ano

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Os contratos futuros de açúcar na ICE voltaram a se aproximar, nesta sexta-feira (21), das máximas de mais de um ano registradas na sessão anterior, à medida que os investidores continuavam a precificar a notícia de que a Índia, segunda maior produtora, permitirá importações de açúcar isentas de impostos.O açúcar bruto fechou com alta de 0,09 centavo, ou 0,5%, a 17,61 centavos por libra-peso, após atingir na quinta-feira a maior cotação em mais de um ano, de 18,26 centavos. O mercado registrou alta de 6% na semana.A Índia anunciou na quinta-feira que permitirá a importação isenta de impostos de 1 milhão de toneladas métricas de açúcar bruto até 31 de outubro, na tentativa de reduzir os preços locais em alta.A medida ocorre em um momento em que o mercado enfrenta a seca na Europa, chuvas excessivas no Brasil em junho e a ameaça de condições ainda mais secas na Ásia devido ao fenômeno climático El Niño.Ainda assim, o corretor e consultor Michael McDougall afirmou que, após não conseguir manter a alta acima de 18 centavos na quinta-feira, o mercado parece preferir aguardar o relatório semanal de posições dos operadores antes de tomar quaisquer decisões importantes.O preço do açúcar branco ficou praticamente inalterado em US$ 551,60 por tonelada métrica, após atingir na quinta-feira sua maior cotação desde março de 2025, de US$ 566,80. Ele registrou alta de 7,9% na semana.CacauO cacau de Londres fechou em baixa de £11, ou 0,3%, a £4.325 por tonelada. Registrou alta de 4% na semana.O órgão regulador do cacau da Costa do Marfim afirmou que o maior produtor mundial de cacau está pronto para as novas regras da UE contra o desmatamento, mas exportadores e compradores locais alertam que um sistema de conformidade, com lançamento previsto para o próximo mês, pode atrapalhar as compras e exportações de grãos.Exportadores e compradores em toda a África Ocidental estão enfrentando dificuldades para cumprir a lei, e especialistas do setor afirmam que isso pode reduzir os embarques da região para a Europa, levando a uma possível redução nos estoques da ICE.O cacau de Nova York caiu 0,5%, para US$ 6.034 a tonelada, mas ainda assim registrou um ganho semanal de 5%.Café O café robusta fechou em queda de US$ 108, ou 2,9%, a US$ 3.618 por tonelada. Houve pouca variação na semana.O mercado está precificando o aumento dos estoques em bolsa e também está de olho na safra do Vietnã, principal produtor de robusta, que está se desenvolvendo bem até o momento.A safra de café robusta de 2026/27 do Vietnã poderá apresentar um ligeiro aumento na produção, embora a ameaça representada pelo El Niño não deva ser subestimada, afirmou a Associação de Café e Cacau do Vietnã.O café arábica caiu 2%, para US$ 3,2265 por libra-peso, afastando-se ainda mais da máxima de um mês registrada na quarta-feira. O arábica ainda registrou alta de 2,6% na semana.A safra de café da Colômbia escapou do impacto do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país no início deste mês, e os cafeicultores consideram o El Niño a maior ameaça, afirmou o presidente da Federação Nacional dos Cafeicultores.