Geração Z e Millennials serão dois terços da força de trabalho: cinco estratégias para as empresas

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A entrada dos jovens no mercado de trabalho ocorre num contexto marcado pela instabilidade global, evolução tecnológica e necessidade de aprendizagem contínua. Para as empresas, facilitar a transição entre o ensino e a vida profissional deixou de ser apenas uma iniciativa de responsabilidade social: passou a ser uma forma de construir equipas mais preparadas e contribuir para a sustentabilidade do mercado laboral.Segundo o ManpowerGroup, proporcionar experiências profissionais durante ou imediatamente após os estudos permite aos jovens conhecer a realidade das organizações, desenvolver competências práticas e ganhar confiança para as etapas seguintes da carreira.Para ajudar as empresas a preparar a próxima geração de talento, o grupo identifica cinco estratégias prioritárias. Aproximar os jovens da realidade das empresasO primeiro contacto com o mercado de trabalho pode influenciar todo o percurso profissional. Quanto mais cedo os jovens participarem em projetos reais e contactarem com empresas e equipas, mais preparados estarão para compreender as exigências profissionais e tomar decisões informadas sobre a carreira.É recomendada a criação de programas de mentoria, o estabelecimento de parcerias com instituições de ensino e a colaboração com organizações dedicadas à capacitação dos jovens. Criar oportunidades para aprender na práticaA falta de experiência continua a ser um dos principais obstáculos enfrentados por quem procura o primeiro emprego. Estágios, programas de verão, desafios empresariais e projetos multidisciplinares ajudam a reduzir esta barreira.Além de reforçarem conhecimentos técnicos, estas experiências permitem desenvolver autonomia, adaptabilidade, capacidade de resolução de problemas e trabalho em equipa — competências humanas cada vez mais valorizadas pelas organizações. Promover uma cultura de aprendizagem contínuaNum mercado em que as competências envelhecem rapidamente, a learnability — a capacidade e disponibilidade para continuar a aprender — e a adaptabilidade tornaram-se qualidades essenciais.As organizações não devem limitar-se a preparar os jovens para uma primeira função. Devem estimular a curiosidade e a vontade de aprender ao longo de toda a carreira, através de uma cultura de feedback, partilha de conhecimento e formação contínua. Ensinar a usar a inteligência artificial com responsabilidadeA presença crescente da tecnologia nas diferentes funções torna indispensável o desenvolvimento de competências digitais desde o início da carreira. Contudo, o sucesso profissional não dependerá apenas do domínio das ferramentas.O ManpowerGroup defende que as empresas devem ensinar os jovens a utilizar a inteligência artificial de forma crítica, ética e produtiva, conciliando-a com capacidades humanas como a comunicação, a colaboração, o pensamento crítico e a tomada de decisão. Transferir conhecimento entre geraçõesA saída gradual de profissionais mais experientes pode provocar a perda de conhecimento importante para as organizações. Para preservar essas competências, as empresas podem promover sessões de partilha, programas de mentoria e iniciativas de reverse mentoring.Enquanto os profissionais mais jovens beneficiam da experiência acumulada por outras gerações, também podem transmitir conhecimentos sobre ferramentas digitais e novas formas de trabalhar. Esta troca reforça a comunicação, a colaboração e a abertura a diferentes perspetivas.Preparar a próxima geração de talento começa, assim, muito antes da assinatura de um contrato. Ao criarem oportunidades para aprender, experimentar, errar e crescer, as empresas investem simultaneamente nos jovens, na sua capacidade de adaptação e na própria competitividade.O conteúdo Geração Z e Millennials serão dois terços da força de trabalho: cinco estratégias para as empresas aparece primeiro em Revista Líder.