Flávio mira Michelle e Tarcísio ao defender fim da reeleição

Wait 5 sec.

O movimento de Flávio Bolsonaro (PL) em defesa do fim da reeleição mira um objetivo eleitoral imediato: tentar engajar lideranças da direita na campanha do senador à Presidência da República.A estratégia mira, especialmente, três personagens considerados peças-chave para a campanha de Flávio: Michelle Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Nikolas Ferreira (PL).3 imagensFechar modal.1 de 3A ex-priemeira-dama Michelle BolsonaroVINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto2 de 3O candidato do PL à Presidência da República, Flávio BolsonaroSamuel Pancher / Metrópoles3 de 3O governador Tarcísio de FreitasEvander Portilho / Divulgação Campanha Tarcísio de FreitasOs três são vistos como importantes para ampliar o alcance eleitoral de Flávio. Por ora, contudo, o trio tem se engajado de forma tímida na campanha, na avaliação de aliados do senador.Na avaliação de estrategistas ligados a Flávio, Michelle, Tarcísio e Nikolas resistem a entrar de cabeça na campanha do senador por terem projetos presidenciais para o futuro próximo.Se reeleito em 2026, Tarcísio não poderá mais tentar reeleição ao governo de São Paulo em 2030. Com isso, aliados do governador apontam que o caminho natural seria disputar a Presidência. Leia também Igor GadelhaLula e Flávio confirmam presença na sabatina do Jornal Nacional Igor GadelhaDebate com cara de empate vira “jogo da vergonha” sem Lula e Flávio Igor GadelhaEduardo reposta críticas a Michelle: “Triste, mas verdadeiro” Igor GadelhaCampanha de Lula define estratégia para tentar atrair voto evangélico Michelle, se eleita senadora em outubro, estará em meio de mandato, o que a dará tranquilidade para concorrer o Palácio do Planalto. Já Nikolas só pode concorrer à Presidência em 2031, quando terá 35 anos.Nesse cenário, a eleição de Flávio em 2026, com a perspectiva de o senador tentar reeleição em 2030, não interessaria para Tarcísio e Michelle, pois atrapalharia os planos dos dois.Diante disso, Flávio aposta que a defesa do fim da reeleição pode funcionar como um ponto de convergência e ajudar a fazer Tarcísio, Michelle e Nikolas a entrar de cabeça na campanha do senador.Para evitar que o movimento seja interpretado como uma bravata, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, tem se apresentado como uma espécie de fiador da proposta.Ao portal PlatôBR, Marinho afirmou que Flávio pretende trabalhar pelo fim da reeleição já durante a eventual transição de governo, caso o primogênio de Jair Bolsonaro seja eleito presidente este ano.O ex-presidente da República, aliás, também defendia o fim da reeleição em 2018. Mas nada fez nesse sentido quando chegou ao Palácio do Planalto. E ainda tentou, sem sucesso, se reeleger em 2022.