A Rumble e a Trump Media não pretendem apresentar uma nova resposta à Advocacia-Geral da União (AGU) na ação movida nos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).As empresas avaliam que a juíza responsável pelo caso deve se manifestar em breve e não veem necessidade de responder à última petição apresentada pela AGU, que pede o encerramento da ação contra Moraes.Segundo a avaliação dos advogados, a AGU tem reiterado os mesmos argumentos em suas manifestações à Justiça da Flórida, o que tornaria desnecessária uma nova resposta.Na última petição, a AGU defendeu o encerramento da ação sob o argumento de que o processo é, na prática, movido contra o Brasil e, por isso, estaria sujeito à imunidade soberana prevista na legislação norte-americana.A Rumble e a Trump Media, por outro lado, sustentam que processam Alexandre de Moraes como pessoa física, e não o Estado brasileiro.A juíza Mary S. Scriven ainda não decidiu sobre o pedido da AGU. Leia também Manoela AlcântaraMoraes manda cassar aposentadoria de Silvinei Vasques após condenação Manoela AlcântaraAGU reforça pedido para encerrar ação da Rumble contra Moraes nos EUA Manoela AlcântaraJuíza dos EUA autoriza AGU a responder à Rumble em ação contra Moraes Manoela AlcântaraAGU acusa Rumble de mudar tese para manter ação contra Moraes 4 imagensFechar modal.1 de 4Ministro Alexandre de MoraesHugo Barreto/Metrópoles2 de 4Ministro Alexandre de MoraesGustavo Moreno/SCO/STF3 de 4Ministro Alexandre de MoraesBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto4 de 4Rede social e empresa de Trump acusam Moraes de censuraReproduçãoAçãoO governo brasileiro, representado por um escritório contratado nos Estados Unidos, afirma que a Rumble e a Trump Media mudaram de estratégia ao passar a sustentar que a ação é contra Moraes como pessoa física, e não contra o Estado brasileiro.Conforme mostrou a coluna, ao autorizar uma manifestação da AGU, Mary S. Scriven determinou que a resposta se limitasse aos pontos levantados pelas duas empresas americanas.Segundo a AGU, como os atos questionados foram praticados por Moraes no exercício do cargo, o Brasil seria a verdadeira parte interessada no processo e estaria protegido pela imunidade soberana prevista na legislação americana (FSIA).O órgão sustenta, assim, que Rumble e Trump Media alteraram a narrativa da ação ao passar a defender que processam Moraes como pessoa física, argumento que considera novo e incorreto.Em manifestação anterior, as duas empresas fizeram a acusação inversa: afirmaram que foi a AGU quem mudou sua versão para defender Moraes nos Estados Unidos.