Dois filhos (Lulinha e Flávio Bolsonaro), dois pesos e duas medidas

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A propósito de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula que se aliou a lobistas para prospectar negócios com o governo federal, duas coisas merecem destaque: nenhum negócio foi fechado, segundo a Procuradoria-Geral da República; e ele nunca disputou nenhuma eleição ou se candidatou a cargo público.Por outro lado, Flávio Bolsonaro atuou como lobista no governo do seu próprio pai. Do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e hoje preso na Papuda, Flávio recebeu 61 milhões de reais para financiar um filme de exaltação ao pai. A obra estrearia a um mês das eleições disputadas por ele.Onde foi parar tal fortuna? No que de fato ela foi empregada? Já faz quase 100 dias que Flávio prometeu explicar, em um prazo de 30 dias, o caminho percorrido pelo dinheiro, mas até agora não o fez. Na semana passada, ele limitou-se a afirmar que o caso “é página virada” e que não pretende voltar a abordar o assunto.Não fosse filho de quem é, Lulinha estaria na manchete dos jornais e sites? De fato, o verdadeiro alvo dos vazamentos de informações contra ele é Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República e candidato a mais um mandato, o quarto.Deliro ou apenas disserto sobre o óbvio? Afinal, por que tantas pessoas de renome no país, jornalistas diplomados e blogueiros, não entendem ou simplesmente fingem não entender essa questão? Desde já, Flávio agradece a todos eles, e ao ministro André Mendonça. Acesse todas as colunas do Blog do Noblat no Metrópoles