Análise: Governo insiste em cessar de atritos entre Mendonça e chefe da PF

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A relação entre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, segue marcada por tensões. O governo federal insiste em promover uma aproximação entre os dois, mas as tratativas não têm surtido efeito até o momento. A apuração é da analista de Política da CNN Jussara Soares ao CNN Prime Time.Segundo Jussara, desde o início do mês há um movimento, inclusive com pedido do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para que intermediários entrassem em ação e tentassem apaziguar o conflito.Jorge Messias, advogado-geral da União, organizou uma reunião da qual também participou Wellington César, ministro da Justiça. O encontro, no entanto, contou apenas com a presença de André Mendonça. Leia Mais Governo sugere reunião entre Mendonça e diretor-geral da PF após tensão Entenda a origem do embate entre Mendonça, do STF, e a cúpula do STF Análise: Messias resiste à pressão da PF contra Mendonça Andrei Rodrigues resiste ao diálogoNaquela reunião, já surgiu a sugestão de que Andrei Rodrigues participasse de um próximo encontro. O diretor-geral da PF, porém, saiu de férias logo em seguida e retornou recentemente.Interlocutores de ambos os lados, segundo Jussara Soares, não veem sinais de que Andrei Rodrigues esteja disposto a sentar para conversar com André Mendonça. “Estaria muito resistente com essa ideia”, relatou a analista.Por outro lado, André Mendonça, em sua reunião com Jorge Messias e Wellington César — pessoas com quem mantém boa relação —, afirmou não se opor a uma conversa.No entanto, deixou um recado claro: não fará concessões sobre os pedidos feitos pelo diretor-geral da PF.Inquéritos no centro do conflitoO pano de fundo da disputa envolve uma série de inquéritos relevantes dos quais André Mendonça é relator.Entre eles estão o inquérito do Banco Master, o dos descontos irregulares do INSS, dois inquéritos sobre Lulinha — investigado por tráfico de influência — e o caso Dark Horse, que apura o uso de recursos do Banco Master para o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.As acusações partem de ambos os lados. A Polícia Federal alega que há uma interferência de Mendonça para acelerar inquéritos que poderiam prejudicar o presidente Lula. Já o entorno de Mendonça aponta uma lentidão justamente nos inquéritos que envolvem pessoas próximas ao presidente.A recomendação de Lula, diante desse cenário, é que haja uma recomposição entre as partes, uma vez que a disputa pode se tornar prejudicial para todos os envolvidos. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.