Sem citar valores, Tarcísio diz que Minha Casa, Minha Vida vai bem por causa dos subsídios do governo paulista

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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta quarta-feira (25), que o programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida (MCMV) só funciona bem no Estado por causa dos subsídios concedidos pela administração paulista. “Aqui em São Paulo, se o Minha Casa, Minha Vida performa, agradeça ao subsídio do governo do Estado. Agradeça àquilo que a gente vem fazendo por meio do (programa) Casa Paulista”, disse Tarcísio durante abertura de convenção do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais (Secovi), na capital paulista.“O Minha Casa, Minha Vida é, na verdade, uma fórmula conhecida, deram uma roupagem para algo que acontece desde a década de 1960 no Brasil, com o Banco Nacional de Habitação (BNH)”, afirmou Tarcísio, sem citar números dos subsídios, nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e nem a administração federal.Tarcísio tem criticado que há falta de ajuda ou “travamento” de recursos por parte do governo federal a empreendimentos, enquanto seu principal adversário, o ex-ministro da Fazenda no governo Lula, Fernando Haddad (PT), alega que os recursos destinados ao Estado nos últimos anos superam os do governo anterior, de Jair Bolsonaro, aliado de Tarcísio.Segundo o governador, sua administração tem procurado prover habitação à população “de toda forma possível”, seja por programas exclusivamente estaduais, por intermédio da CDHU, e também via parcerias público-privadas. “E o fato é que o Estado de São Paulo que entregava entre 30 e 35 mil habitações a cada período de quatro anos, já entregou neste mandato, 90,5 mil habitações”, listou.Ao falar sobre o financiamento de imóveis, o governador também mencionou que muitas famílias brasileiras lutam contra o endividamento recorde, e por isso há importância de subsídios e melhorias nas condições de pagamento oferecidos pelo poder público. “As pessoas chegam no final do mês, parte do dinheiro está comprometida com o (pagamento de crédito) consignado, parte do dinheiro do cidadão está gastando nas bets. Como é que ele vai dar a entrada no imóvel?”, questionou.