Chuvas afetam trigo no RS, mas estimativa para a safra é mantida

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As chuvas que atingem a safra de trigo do ​Rio Grande do Sul prejudicaram parte ​das lavouras do Estado, o principal produtor do Brasil nos últimos anos, mas a estimativa oficial da safra gaúcha não foi alterada, afirmou a Emater nesta sexta-feira.“As lavouras de trigo apresentam desenvolvimento regular no Rio Grande do Sul, parcialmente prejudicado pelo excesso de precipitações, ⁠pela persistência de nebulosidade ​e pela baixa disponibilidade de radiação solar”, afirmou o ​boletim semanal do órgão de assistência técnica vinculado ao governo gaúcho.“Apesar ⁠das limitações meteorológicas, o potencial produtivo ⁠permanece, em geral, satisfatório”, declarou. Leia Mais Trigo terá safra menor, mais importações e risco climático no horizonte Umidade atrasa colheita de milho e acelera ciclo do trigo na Argentina Plantio de trigo avança, mas setor destaca incertezas com qualidade e clima A produção do Rio ​Grande ‌do Sul foi estimada inicialmente em 2,2 milhões de toneladas, queda ⁠de 36,4% na comparação com a temporada anterior, com produtores reduzindo a área plantada, em parte por temerem os efeitos das chuvas associadas ‌ao fenômeno ⁠climático El ‌Niño no Sul do país.Com uma produção menor também no Paraná, outro importante Estado produtor, as importações de trigo pelo Brasil devem ⁠atingir patamares próximos de recorde de ⁠mais de 7 milhões de toneladas em 2026/27 (agosto/setembro), segundo dados da estatal Conab.A elevada ‌umidade no Rio Grande do Sul tem aumentado a pressão de doenças fúngicas, especialmente oídio, manchas foliares e ferrugens, que podem reduzir a qualidade e a produtividade. Além disso, eventuais chuvas na ‌colheita também são danosas.“Nas áreas em floração, a elevada umidade do solo vem restringindo o trânsito de máquinas e reduzindo as ⁠janelas para a aplicação de fungicidas”, acrescentou.Conforme o boletim semanal, as condições climáticas reduziram a taxa de crescimento e retardaram o desenvolvimento ​de parte das lavouras.A maioria das lavouras está em desenvolvimento vegetativo, ​representando 82% da área. As parcelas implantadas precocemente avançam para a floração, com 14%, e para o enchimento de grãos, com 4%, segundo a Emater.Alta de custos pressiona trigo e eleva risco de repasse ao consumidor