Candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) comentou nesta terça-feira (25/8) as apurações de fraudes envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e também as relacionadas a Flávio Bolsonaro (PL), postulante ao Palácio do Planalto. “O que é melhor para o país? Que a polícia vá até o final das investigações e esclareça o que o Lulinha fez e o que o Flávio fez”, disse o petista.Por outro lado, Haddad opinou que as suspeitas não podem ser equiparadas. Segundo ele, no caso de Lulinha, não há indícios de qualquer contrato firmado com a administração pública, enquanto, na relação de Flávio com ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master, há recursos com origem em fundos de pensão. “Eu penso que são duas coisas muito diferentes”, disse Haddad, em sabatina à Veja.Haddad também defendeu o presidente da República. “Lula não mexeu um dedo para beneficiar quem quer que seja. Não tem nenhuma evidência. O outro [Flávio Bolsonaro] é o personagem que desviou o dinheiro e que deveria estar sendo, na minha opinião, mais investigado pelo que confessadamente fez”, afirmou.Na ocasião, Haddad também citou a investigação da Polícia Civil sobre contrato para instalação de pontos de wi-fi de mais de R$ 100 milhões feito pela Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de wi-fi com a ONG Instituto Conhecer Brasil, de Karina Ferreira da Gama, que também é sócia da Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse — cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.“Num caso você tem contrato com a prefeitura, você tem o áudio do Vorcaro, você tem R$ 60 milhões repassados de dinheiro de fundo de pensão e, no outro, não tem contrato nenhum”, afirmou o candidato. Leia também São PauloVazamentos podem comprometer investigação sobre Lulinha, diz Haddad São PauloHaddad para empresários: “O Brasil está bem endereçado” São PauloDerrite terá de apagar post sobre Haddad usar verba pública para droga São PauloTarcísio terá mais tempo de propaganda na TV que Haddad. Entenda Na sabatina, Haddad avaliou que tem um “desafio grande” nestas eleições. “Basicamente só temos dois candidatos e o centrão aderiu em peso ao Tarcísio”, lamentou. “Tendo só dois candidatos é matematicamente inviável um segundo turno”, reconheceu.Haddad destacou que concentra a campanha em discursos sobre educação, segurança e saúde, temas que considera retrocessos nos últimos governos estaduais, sobretudo do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).O petista afirmou que “Tarcísio conseguiu transformar superávit em déficit” em relação ao caixa do estado. Também criticou a privatização da Sabep e apontou que pretender “evitar que a Sabesp se transforme em uma Enel das águas”, ao mencionar problemas como falhas nos serviços e aumento de tarifa.