Soja fecha em alta de 1,10% em Chicago com piora na safra dos EUA

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A soja fechou em alta nesta terça-feira (25) na bolsa de Chicago, impulsionada pela piora nas condições das lavouras dos Estados Unidos e pela expectativa de novas compras chinesas do produto americano. O contrato para entrega em novembro avançou 1,10% e encerrou o pregão cotado a US$ 12,37 por bushel.Segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o percentual da safra classificado entre boa e excelente caiu de 61% para 60% na última semana. O resultado ficou abaixo dos 61% esperados pelo mercado e também dos 69% registrados no mesmo período do ano passado.Entre os principais estados produtores, Illinois manteve 59% da lavoura em condições boas ou excelentes, mesmo percentual da semana anterior e acima dos 58% registrados há um ano. Em Iowa, o índice caiu de 78% para 77%, enquanto no mesmo período de 2025 estava em 79%. Leia Mais Soja sobe em Chicago com compras da China e safra americana Milho cai mais de 1% em Chicago com melhora do clima nos EUA Soja fecha em queda em Chicago com foco no clima e na demanda nos EUA O USDA informou ainda que 91% da safra de soja já havia formado vagens. O processo de perda de folhas alcançou 6% das lavouras, acima dos 4% registrados no ano passado e da média histórica de 4%.A deterioração das condições das lavouras renovou as expectativas dos operadores sobre a possibilidade de novas compras chinesas de soja americana. O movimento ocorre menos de um mês antes da visita do presidente chinês Xi Jinping ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentando a atenção do mercado para possíveis avanços nas relações comerciais entre os dois países.Além disso, o USDA confirmou nesta terça-feira uma nova venda de 132 mil toneladas de soja americana da safra 2026/27 para destinos ainda não divulgados. A operação também contribuiu para dar suporte às cotações em Chicago.MilhoO preço do milho futuro acumulou a quinta sessão consecutiva de alta e alcançou o maior patamar em 20 meses. O movimento ganhou força após o USDA apontar uma nova piora nas condições das lavouras norte-americanas em seu relatório semanal divulgado nesta segunda-feira (24).O vencimento para dezembro registrou avanço de 1,55% e terminou o dia negociado a US$ 5,23 por bushel.Além disso, o mercado segue repercutindo a estimativa da ProFarmer, divulgada na sexta-feira (21), que projeta uma produção de milho nos Estados Unidos de 389,75 milhões de toneladas na safra 2026/27. O volume é 4,18% inferior à previsão oficial do USDA, de 406,75 milhões de toneladas.No relatório mais recente, o USDA reduziu de 60% para 57% a parcela da safra de milho classificada como boa ou excelente. O índice ficou abaixo dos 71% registrados no mesmo período do ano passado e também da expectativa de 59% dos analistas.Entre os principais estados produtores, Iowa manteve 78% da lavoura nas categorias boa ou excelente, enquanto Illinois registrou 58%. Na semana anterior, os índices eram de 78% e 59%, respectivamente. Um ano atrás, as proporções chegavam a 84% em Iowa e 61% em Illinois.O relatório também mostrou avanço no desenvolvimento das lavouras. Cerca de 86% do milho já estava no estágio leitoso, enquanto 45% havia atingido a fase de formação de grãos e 6% estava maduro. Na semana anterior, apenas 4% da safra estava madura. No mesmo período do ano passado e considerando a média histórica, o índice era de 6%.TrigoO contrato do trigo para entrega em dezembro subiu 0,54% na Bolsa de Chicago e terminou o pregão cotado a US$ 7,03 por bushel.Depois de registrar forte queda durante as negociações noturnas, a Granar apontou que o trigo recuperou terreno e fechou em alta nas bolsas americanas. O movimento ocorreu após o mercado reduzir o impacto inicial da suspensão dos impostos de exportação anunciada pela Rússia.A realização de lucros e o movimento especulativo provocado pela notícia deram lugar à retomada das compras ao longo da sessão. O desempenho positivo do milho também contribuiu para sustentar os preços do trigo, já que uma possível redução na disponibilidade de grãos para alimentação animal pode aumentar a demanda pelo cereal nesse segmento.A consultoria Granar também apontou que outro fator de suporte foi a incerteza em torno do comércio de grãos na região do Mar Negro. Os embarques seguem sob pressão em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia, com ataques de drones e mísseis atingindo estruturas ligadas à logística de exportação e aumentando os riscos para o fluxo de mercadorias na região.https://stories.cnnbrasil.com.br/economia/baixos-estoques-de-feijao-acendem-alerta-para-precos-em-2026/