O Conselheiro da Saúde de Poá, região metropolitana de São Paulo, Adriano Ferreira do Nascimento, foi afastado do cargo após ser acusado de estupro contra uma menina de 12 anos. A decisão foi tomada após uma votação realizada pelo Conselho Municipal de Saúde do município, nessa quinta-feira (27/8), com objetivo de definir o afastamento ou exclusão definitivo do conselheiro.O caso ocorreu no dia 18 de agosto, em uma praça do município. O Metrópoles continua tentando localizar a defesa de Adriano, no entanto, não obteve retorno até o momento.Entenda o casoAdriano Ferreira do Nascimento, de 51 anos, é acusado de estupro contra uma menina de 12 anos, em Poá, região metropolitana de São Paulo. O homem é membro titular do Conselho da Saúde do município na composição 2026/2027.O caso ocorreu no bairro Jardim Tamandaré, no dia 18 de agosto, em uma praça da região.Segundo o boletim de ocorrência, a garota estava brincando no local, entre 13h e 14h, quando Adriano chegou e passou a mão em sua perna, encostando em suas partes íntimas.A menina se levantou de onde estava e tentou se afastar. Nesse momento, o homem disse que ela estava bonita com o vestido que vestia e pediu para que ela virasse de costas.Além disso, ele pediu para que a menina levasse “um menino loirinho”, amigo dela, no outro dia à praça. A menina contou à sua mãe e à mãe do garoto, que deixaram os dois irem propositalmente e ficaram de longe observando o que Adriano faria.Segundo o depoimento, ao avistar as crianças, Adriano disse: “Ah, você trouxe o loirinho. Espera aí que eu vou guardar o carro e já volto para balançar vocês” . Em seguida, entrou em sua residência.Diante dessa situação, as mães e outros moradores do bairro foram até a porta da casa do homem que, segundo a mãe da garota, teria ameaçado atirar em todos caso não saíssem do local. “Se vocês não saírem do meu portão, eu vou meter bala em vocês” disse.O caso foi registrado como crime de estupro de vulnerável e segue sob investigação. Segundo o Código Penal, é considerado estupro de vulnerável ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos.Em contato com a Prefeitura de Poá, o Metrópoles foi informado de que o Conselho Municipal de Saúde independe da administração municipal e que o órgão público cuida apenas da publicidade do conselho. Além disso, informa que as decisões relacionadas ao caso cabem apenas ao conselho e não à prefeitura.Em nota, o Conselho Municipal de Saúde informou que que tomou conhecimento das acusações envolvendo o conselheiro Adriano Ferreira do Nascimento e, diante dos fatos, foi convocada Reunião Extraordinária de Urgência para o dia 27 de agosto de 2026, com a finalidade de deliberar sobre o possível afastamento cautelar do conselheiro e a abertura de processo ético-disciplinar, garantindo o contraditório e a ampla defesa, conforme os Decretos Municipais nº 8.922/2026 e nº 8.923/2026.“O Conselho reafirma seu compromisso com a ética, a transparência, o cumprimento das normas e a preservação da integridade da população poaense” afirma a pasta.