Após a Petrobras confirmar a existência de petróleo na Foz do Amazonas ( 175 quilômetros da costa), o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ganhou um apelido de poderosos dos três Poderes. Na posse do novo presidente do STJ, Luis Felipe Salomão, foi tratado como “o sheik”. Leia também BrasilPetrobras confirma descoberta de petróleo na Foz do Amazonas BrasilFoz do Amazonas: Petrobras prevê produção de petróleo em 7 anos BrasilAlcolumbre comemora indícios de petróleo na Foz do Amazonas: “Estávamos certos” MundoNa Ásia, Lula defende explorar petróleo na foz do Amazonas: “Riqueza” Alcolumbre pressionou o quanto pôde o governo Lula pela autorização dos estudos, em uma queda de braço com Marina Silva, então ministra do Meio Ambiente, contrária à exploração na região.A Petrobras vinha defendendo a realização de estudos para avaliar o potencial das reservas, enquanto Marina Silva e setores ambientalistas alertavam para os riscos de exploração em uma região de alta sensibilidade ambiental.A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a exploração da Margem Equatorial pode elevar o PIB do Amapá em até 61,2%, além de gerar cerca de 54 mil empregos diretos e indiretos, mostrou reportagem a BBC.A felicidade de Alcolumbre, contudo, está em outro número. Concretizada a exploração de petróleo, prefeituras de cidades do Amapá passarão a receber bilhões de reais em royalties. Dinheiro a ser controlado por muitos aliados do senador.Com um pé nas duas canoas, Alcolumbre já garantiu apoio de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para seguir no comando do Congresso por mais dois anos, o que lhe confere ainda mais poder.O “sheik” estava rompido com Lula desde que teve seu desejo de indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o Supremo ignorado pelo petista (em retaliação, Alcolumbre impôs uma derrota ao nome escolhido por Lula), mas os dois reataram os laços num encontro promovido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo.