BB (BBAS3) sai, Suzano (SUZB3) entra: Morgan Stanley escala ações para passar por piora de Brasil

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De olho nas incertezas quanto às eleições de outubro, o Morgan Stanley adotou uma postura mais defensiva na sua carteira de alocação no Brasil. Diante disso, o banco incluiu a ação da Suzano (SUZB3) para aumentar a exposição a empresas que geram receitas em dólares, como uma forma de proteção antes das eleições presidenciais.“Além disso, nossa analista de papel e celulose, Julia Rizzo, possui recomendação overweight (compra) para a ação, pois acredita que o baixo custo de produção da Suzano terá um papel importante para manter a companhia lucrativa em um cenário de mercado mais pressionado”, acrescenta o banco.Por outro lado, o Banco do Brasil (BBAS3) se despediu da carteira do Morgan Stanley, devido à redução da exposição à risco no Brasil antes das eleições presidenciais. O banco ainda reduziu as posições em XP (XPBR31) e B3 (B3SA3).Outra empresa deixou o portfólio do Morgan Stanley foi a Copel (CPLE3). “Retiramos a ação porque vemos relativamente menos catalisadores após os desenvolvimentos positivos recentes — como o leilão de capacidade de reserva e a revisão tarifária”, detalha.Na avaliação do banco, a companhia agora entra em uma fase de execução ao longo dos próximos trimestres.Confira a lista completa de recomendações do Morgan Stanley no BrasilTickerEmpresaSetorRecomendaçãoPesoAXIA3Axia EnergiaUtilitiesOverweight5,0%PBRPetrobrasEnergiaOverweight11,5%XPXP IncFinanceiroOverweight3,3%EMBJEmbraerIndustriaisOverweight4,0%JBSJBSConsumoOverweight2,6%NUNubankFinanceiroOverweight8,5%BPAC11BTG PactualFinanceiroOverweight3,0%MELIMercado LivreInternet/tecnologiaOverweight1,5%SUZB3SuzanoMateriaisOverweight2,1%B3SA3B3FinanceiroEqual-weight2,8%SAUD3BrasaúdeSaúdeEqual-weight0,9%ITUBItaú UnibancoFinanceiroEqual-weight5,5%VALEValeMateriaisEqual-weight6,3%SBSP3SabespUtilitiesOverweight1,3%Fonte: Morgan Stanley, carteira de ações da América Latina em 24/08/2026.Rebaixamento de ações brasileirasO Morgan Stanley passou a enxergar com mais cautela a relação entre risco e retorno no mercado brasileiro Brasil. De acordo com o banco, fatores como a desaceleração econômica doméstica, as preocupações fiscais persistente e o aumento da incerteza em relação à continuidade das políticas elevando os riscos de queda — especialmente nos setores mais expostos à economia — ganharam peso na avaliação.Diante desse cenário, o Morgan Stanley rebaixou a recomendação para as ações brasileiras de overweight (compra) para equal-weight (neutro).Leia mais: Mais um bancão gringo rebaixa recomendação de ações brasileiras — e o risco Brasil segue no radarContudo, na avaliação dos analistas do banco, ainda é cedo para assumir uma postura mais baixista, dado o potencial de valorização relevante caso uma mudança de política melhore a credibilidade fiscal, abra espaço para juros mais baixos e favoreça uma transição mais suave para uma recuperação liderada pelos investimentos.