O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, descartou a possibilidade de realizar eleições na Ucrânia em meio à guerra contra a Rússia.“Acredito que, se quisermos destruir o país, podemos optar por realizar eleições durante esse tipo de guerra”, disse Zelensky durante um encontro com jornalistas em Kiev nesse sábado (22/8), citado pela agência Reuters.A declaração de Zelensky foi uma resposta à fala do ex-ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, que pediu que o país realize eleições mesmo em meio ao conflito.“A democracia não pode ser mantida como refém da Rússia. Precisamos encontrar um mecanismo legal, seguro e realista que permita à Ucrânia renovar plenamente seu processo democrático mesmo nas condições de uma guerra prolongada”, disse Fedorov em um vídeo publicado na última quarta-feira (19/8).Segundo Zelensky, a realização do pleito no momento atual seria um “tsunami para o Estado, que vai dividir a Ucrânia”.“Por isso, minha estratégia é conduzir o país rumo ao fim da guerra e preservar um Estado independente e soberano”, complementou o líder ucraniano.3 imagensFechar modal.1 de 3Zelensky, presidente da UcrâniaArtur Widak/NurPhoto via Getty Images2 de 3Mykhailo Fedorov, ex-ministro da Defesa da UcrâniaDivulgação/Redes Sociais3 de 3Vladimir Putin, presidente da RússiaContributor/Getty Images Leia também MundoZelensky: Coreia do Norte usa guerra na Ucrânia para treinar militares MundoZelensky acusa Rússia de atacar Ucrânia com míssil da Coreia do Norte MundoEleição no Brasil pode decidir futuro de relações com Israel e Ucrânia MundoUcrânia confirma 16 mortos em ataque russo a shopping no país Eleições na UcrâniaAs últimas eleições na Ucrânia foram realizadas em 2019. Em fevereiro de 2022, após o início da guerra, as eleições ucranianas foram suspensas pela lei marcial — que proíbe expressamente a realização de qualquer pleito enquanto o país estiver sob estado de guerra.O mandato do presidente na Ucrânia é de cinco anos, ou seja, o de Zelensky acabaria em 2024, em condições normais.O atual presidente ucraniano já disse em outros momentos estar disposto a realizar novas eleições no país, desde que sejam garantidos um cessar-fogo e condições para que todos os ucranianos, inclusive os militares, possam votar em segurança.