Private equity: entenda como funciona e quais os riscos para o investidor

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Investir em uma empresa antes de ela chegar à bolsa de valores pode ampliar as possibilidades de uma carteira, mas também envolve riscos maiores e menor liquidez. Essa é a proposta dos fundos de private equity, que direcionam recursos para companhias de capital fechado com potencial de crescimento.Diferentemente da compra de ações negociadas na bolsa, o investidor não adquire diretamente papéis de empresas listadas. Por meio do fundo, os recursos são aplicados em companhias que já possuem operações consolidadas, mas que ainda apresentam espaço para expandir os negócios e aumentar de valor.O tema foi destaque no quadro “Papo de Investidor”, apresentado por Marilia Fontes no Resenha do Dinheiro desta semana.Segundo Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, uma das características desse tipo de fundo é o horizonte de investimento. “Os recursos podem permanecer aplicados por cerca de cinco a dez anos, até que o gestor encontre uma oportunidade de saída, como a venda da participação para outra empresa ou a abertura de capital por meio de um IPO”, afirma Marilia.A expectativa é que esse processo aumente o valor da empresa ao longo do tempo e, consequentemente, gere retorno para os cotistas no momento da saída. Porém, o potencial de retorno vem acompanhado de riscos que precisam ser considerados antes da aplicação. Como as empresas investidas ainda não estão listadas em bolsa, o investidor não conta com a mesma facilidade para comprar ou vender sua participação.“Também existe o risco de a estratégia de crescimento não funcionar como esperado. Uma empresa pode enfrentar dificuldades financeiras, mudanças no mercado ou problemas de gestão, comprometendo a valorização do investimento”, destaca Fontes. Você sabe o que é um FIDC? Entenda como funciona esse investimento Eleições e IA criam "tempestade perfeita" na Bolsa, dizem analistas Vale a pena investir no ouro depois da forte valorização? Por isso, o private equity não é indicado para recursos destinados à reserva de emergência ou para objetivos de curto prazo. “São investimentos muito mais arrojados e a modalidade tende a fazer mais sentido para investidores com maior capacidade de assumir riscos e que já possuem uma carteira diversificada”, complementa. Para Marilia, o cenário também pode criar oportunidades para esse tipo de investimento quando empresas apresentam preços mais baixos. “Pode ser uma solução para você, investidor, que quer arriscar um pouco mais, de repente num momento mais desafiador, mas que as empresas também estão bem baratas”, complementa.Resenha do DinheiroRealizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos e Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.O Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.