O que significa para a economia brasileira o excesso de energia que fez o ONS desligar o sistema pela segunda vez em 2026

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StartupiO que significa para a economia brasileira o excesso de energia que fez o ONS desligar o sistema pela segunda vez em 2026Leitura do sintoma e contexto técnicoO Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ativou, pela segunda vez em 2026, o plano de emergência para cortar a geração em função da sobreoferta no sistema elétrico nacional. De acordo com a estratégia que foi divulgada, a medida será aplicada entre 11h e 13h30 no domingo, e irá apenas afetar as distribuidoras, sem atingir o consumidor final, tudo isso para garantir a segurança do sistema, já que se espera uma redução no consumo durante o fim de semana.O plano, como linha de ação, limita a criação de usinas Tipo 3, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa e menores empreendimentos eólicos e solares, ao passo que o ONS implementou medidas adicionais para controlar a diminuição da geração em sua esfera de atuação.Antecedentes históricos e previsões de operaçãoNo dia 7 de junho, durante o feriado de Corpus Christi, teve início o primeiro acionamento do ano de 2026, quando foi feita uma solicitação de gerenciamento de 1 mil MW entre 10h e 14h. A Aneel deu a autorização regulatória em 2025, quando a geração distribuída, especialmente a solar, estava em ascensão. No Dia dos Pais de 2025, o excesso de energia quase resultou em uma queda de tensão no sistema, já que a geração distribuída alcançou 37,6% da demanda nacional, o que levou o ONS a cortar a produção de hidrelétricas e termelétricas para evitar blecautes.Essas referências são úteis para entender o segundo acionamento de 2026 em relação ao que já existe e as diferenças entre a geração distribuída e o quanto se pode controlar o sistema.Diagrama ERAG e adaptações para situações críticasCom a expansão da geração solar, em 20 de agosto de 2026 o ONS declarou que está desenvolvendo um sistema para que, em situações críticas, parte da geração distribuída se desligue automaticamente. Denominado Esquema Regional de Alívio de Geração (Erag), o sistema sugere reduções de até 3 GW, repartidas em três fases de 1 GW, que só seriam implementadas após a exaustão das outras alternativas de controle.A viabilidade técnica de ERAG está sendo avaliada por meio de testes piloto que acontecerão até o final de 2026 em uma distribuidora, e se os resultados forem positivos, a expectativa é que sejam expandidos em 2027, conforme foi informado pelo operador.Potencial de geração e complexidade da gestão da geração distribuídaA geração distribuída já responde por aproximadamente 50 GW de capacidade instalada em todo o país, o que torna a operação do ONS ainda mais complexa, pois uma parte da energia gerada não é diretamente visível ou controlável.Em termos de desenho institucional, os desafios gerados por esse modelo de produção distribuída requerem constantes ajustes de coordenação entre o ONS e as distribuidoras, principalmente em períodos de pico de oferta e baixa demanda, quando o equilíbrio entre fontes centralizadas e descentralizadas se torna mais sensível.Como reagiram as distribuidoras e a importância de diretrizes clarasA Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) declarou que as distribuidoras devem seguir as instruções do ONS para colocar em prática o plano atual de redução, mas pediu orientações mais detalhadas sobre como os cortes serão definidos. A entidade enfatizou a importância de se estabelecerem critérios claros para garantir a segurança operacional e jurídica dos geradores, ressaltando que as regras de operação são essenciais para que se possa prever os impactos sobre as redes locais e sobre os consumidores atendidos pelas distribuidoras.Implicações macroeconômicas e caminhos analíticosEm análise, o episódio de excesso de energia que se repetirá em 2026 pode ser um indicativo de que a geração em novas fontes está robusta, enquanto o consumo ainda não é suficiente para acompanhar esse crescimento — um sinal técnico que merece uma avaliação minuciosa de componentes como hábitos de consumo, sazonalidade, investimentos em eficiência energética e políticas de incentivo à demanda.Basicamente, a leitura de longo prazo é essa: ganhar capacidade instalada não é o mesmo que enfrentar uma governança da demanda, não é a mesma pauta no mesmo espectro de consequências, mas ainda assim se mantém o fio condutor da confiabilidade do sistema.O post O que significa para a economia brasileira o excesso de energia que fez o ONS desligar o sistema pela segunda vez em 2026 aparece primeiro em Startupi e foi escrito por Startupi