Master, Lulinha, INSS e Dark Horse elevam munição e desafios para campanhas

Wait 5 sec.

Os candidatos à presidência têm enfrentado temas que servem tanto como munição para ataques, quanto levantam questões que precisam ser explicadas por eles. Envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, desvios no INSS e acusações contra o filho de Luiz Inácio Lula da Silva são assuntos usados pelas campanhas para atacar os adversários.O principal desafio para os presidenciáveis que aparecem à frente nas pesquisas são as ligações com o Banco Master. Lula e Flávio Bolsonaro (PL) têm respondido sobre os vínculos com o ex-banqueiro. Leia mais Brasil deve retomar reuniões sobre tarifaço com EUA na semana que vem Zema promete anistia ou "tribunal não político" a condenados por golpe EUA e Coreia do Sul concordam em manter cooperação sobre Coreia do Norte Financiamento de Dark HorseFlávio Bolsonaro (PL) foi o primeiro a ser obrigado e explicar sua relação com Vorcaro. Áudios vazados em maio mostraram o senador pedindo recursos para o ex-banqueiro, que seriam destinados ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).O ex-dono do Banco Master repassou R$ 61 milhões para a produção. Flávio afirmou que se tratavam de negócios privados e negou que houvesse qualquer irregularidade no pedido.Durante entrevista à CNN logo após a revelação, o candidato se comprometeu a prestar contas sobre as despesas do filme. Ontem, ele recuou da promessa e se negou a esclarecer a situação.O documento que veio a público foi apresentado em junho, anexado ao inquérito da polícia e aponta que o filme custou R$ 75 milhões, dos quais R$ 54 milhões foram gastos no exterior e R$ 20,9 milhões, no Brasil. Não há, porém, recibos nem notas fiscais dos gastos, nem detalhamento.As campanhas adversárias têm usado esse fato para atacar Flávio.Reunião de Lula com VorcaroO caso Master também respinga sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista esteve com Vorcaro em dezembro de 2024, num encontro fora da agenda oficial. Também participou da reunião com Gabriel Galípolo, à época indicado à presidência do Banco Central. No encontro, Lula teria ouvido de Vorcaro relatos sobre a situação operacional do Banco Master.O mandatário também precisou responder sobre o assunto e minimizou o encontro. Em entrevista ao portal UOL, ele disse já ter se reunido com outros empresários e afirmou que Vorcaro esteve no encontro por meio do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.Outro elemento que tem sido usado pelas campanhas adversárias é a investigação contra a antiga liderança do governo no Senado, Jaques Wagner (PT). Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o senador recebeu vantagens econômicas de gestores do Master em possível contrapartida à atuação parlamentar em temas de interesse da instituição.Entre elas, estão as tratativas da compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões para o senador.Lula também tem sido alvo de campanhas adversárias por acusações contra o seu filho Lulinha. Ele é alvo de três inquéritos. As apurações miram o suposto tráfico de influência e corrupção em prol de empresas junto ao governo federal.Adversários na ofensivaAs campanhas adversárias focam no envolvimento do familiar de Lula. O petista, no entanto, tem reforçado que acredita na inocência do filho, mas que a Polícia Federal deve investigá-lo se forem apresentados indícios de irregularidades.Um dos pontos investigados no caso é a atuação de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger. A ideia seria costurar contratos com o governo. Ela também é acusada de trabalhar com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em outro ponto sensível para as campanhas.Há um ano, a PF identificou um esquema de descontos associativos indevidos na folha de pagamentos de aposentados e pensionistas.O relatório aponta que Antônio Carlos é sócio de 22 empresas, e que “várias” teriam sido utilizadas nas fraudes. Segundo a PF, as empresas do “Careca do INSS” operaram como intermediárias dos sindicatos e associações, recebendo os recursos que eram debitados indevidamente dos aposentados e pensionistas, e repassando parte deles a servidores do Instituto ou familiares e empresas ligadas a eles.A PF afirma que, ao todo, pessoas físicas e jurídicas ligadas ao “Careca do INSS” receberam R$ 53.586.689,10 diretamente das entidades associativas ou por intermédio de suas empresas.Todos esses argumentos refletem um equilíbrio nas pesquisas de intenção de voto. A primeira pesquisa Datafolha realizada no período oficial da campanha presidencial foi divulgada na última sexta-feira (21) e mostra Lula com 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 43% de Flávio Bolsonaro (PL). Os dois candidatos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.