Invicto nas eleições ao governo de Minas, Zema tenta ser presidente pela 1º vez

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Candidato à Presidência nas eleições de 2026 pelo partido Novo, Romeu Zema Neto, conhecido apenas como Romeu Zema, é empresário e tenta ser presidente do Brasil pela primeira vez aos 61 anos. Nascido em 28 de outubro de 1964 e natural de Araxá, no Triângulo Mineiro, Zema é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Bisneto de Domingos Zema, o fundador do Grupo Zema, construiu sua carreira no conglomerado familiar, um dos mais tradicionais de Minas Gerais. No dia 27 de julho, ainda sem vice na época, o partido Novo oficializou, durante convenção nacional realizada em Brasília, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais à Presidência da República nas eleições de outubro. O anúncio ocorreu meses após Zema deixar o comando do governo mineiro. Ele renunciou ao cargo em março deste ano para disputar o Palácio do Planalto.No último dia 6 de agosto, Zema disse que, em eventual governo, quer fazer privatizações “o mais rápido possível”. Em entrevista à Globonews, o ex-governador de Minas Gerais mencionou que transferiu 118 empresas do estado à iniciativa privada durante sua passagem nos últimos oito anos pelo Executivo mineiro.Zema acrescentou também que o país tem “condição” de reduzir os gastos públicos e prometeu adotar medidas para esse fim se for eleito presidente.“O Brasil precisa de quatro choques na área fiscal. Primeiro, eu quero privatizar tudo, a começar pela Petrobras”, afirmou o candidato do Novo.Carreira políticaZema estreou na política nas eleições de 2018, quando derrotou o então governador Fernando Pimentel (PT) e o ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) e assumiu o cargo para comandar Minas Gerais. Em 2022, o mineiro venceu mais uma vez e foi reeleito pelo seu estado, superando Alexandre Kalil, à época, no PSD.Embora tenha se candidato a um cargo na política apenas em 2018, até disputar o governo de Minas Gerais pela primeira vez, Zema foi filiado ao PL de 1999 a 2018, quando mudou de sigla para o Novo e se elegeu apresentando-se como a opção “diferente”.Quando foi reeleito em 2022, o político do Novo ficou entre os 20 candidatos mais ricos das eleições, segundo a declaração apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com um patrimônio de quase R$ 130 milhões.No último dia 7 de agosto, o ex-governador de Minas declarou mais uma vez seus bens ao TSE e, com aumento, ele registrou um patrimônio de R$ 178,7 milhões ao oficializar sua candidatura à Presidência da República.Zema e o bolsonarismoEm 2018 e 2022, quando concorreu ao governo de Minas, Romeu Zema apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro em suas campanhas à Presidência. O ex-governador de Minas já defendeu a anistia a condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro de 2023 em várias oportunidades. Também se alinhou no apoio a pautas caras ao eleitorado do ex-presidente, como projetos neoliberais e propostas voltadas à segurança pública.A relação entre o mineiro e a família Bolsonaro, porém, se desgastou com a pré-candidatura à Presidência de Zema. Principalmente após o episódio em que o senador e também candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro supostamente para a produção do filme de seu pai, Jair Bolsonaro.“Não concordo com quem lida com esse banqueiro que mostrou ser um grande bandido. Não posso aplaudir ninguém que se aproximou dele”, afirmou Zema na época.As declarações geraram reação imediata no campo bolsonarista. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou o X para defender o irmão e sugerir um rompimento com o Partido Novo.Família ZemaFilho de Ricardo Zema e Maria Lúcia Zema, seu bisavô por parte de pai, Domingos Zema, fundou o conglomerado a qual o ex-governador mineiro foi presidente de 1990 até 2016, quando passou a integrar o conselho de administração da empresa antes de se dedicar à política.O conglomerado Zema, fundado em 1923, atua nos setores de varejo, concessionárias, distribuição de combustíveis e serviços financeiros.Atualmente, os negócios da família Zema são administrados pelo irmão do meio do ex-governador, Romero Zema, que assume o cargo de principal executivo do grupo.Romeu Zema é divorciado de Ivana Scarpellini desde o início dos 2000, com quem teve dois filhos. O ex-governador é pai de Catharina Zema, de 33 anos, e Domenico Zema, de 30 anos.