Juíza nos EUA se recusa a bloquear ordem de Trump que limita cidadania por nascimento

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Uma juíza federal nos Estados Unidos negou nesta sexta-feira (28) um pedido para suspender imediatamente a mais recente ordem executiva do presidente Donald Trump que restringe a cidadania por direito de nascimento no país. A decisão foi proferida pela juíza distrital Deborah Boardman, em Greenbelt, no Estado de Maryland.O pedido de liminar de emergência havia sido apresentado por grupos de defesa dos direitos dos imigrantes. As organizações tentavam barrar a medida presidencial assinada em 6 de agosto, que busca restringir o chamado “turismo de parto”, prática em que pessoas viajam temporariamente aos EUA com o objetivo de dar à luz em solo americano para garantir a cidadania automática aos filhos.A juíza Boardman rejeitou a concessão da ordem restritiva temporária imediata após os advogados do Departamento de Justiça dos EUA argumentarem que o bloqueio urgente não era necessário. Segundo o governo, as agências federais ainda estão finalizando as diretrizes de implementação da medida, que devem ser publicadas apenas no início de setembro.A nova ordem executiva é a tentativa mais recente da administração de restringir o alcance da 14ª Emenda da Constituição norte-americana. Além do turismo de parto, o decreto busca barrar a cidadania automática para filhos de funcionários de governos estrangeiros e de pessoas sob determinadas categorias de estada temporária.A ação judicial movida pelos grupos de direitos civis continuará em trâmite na Justiça federal de Maryland, onde o mérito e a constitucionalidade do decreto presidencial serão julgados ao longo dos próximos meses.