Vazamento revela instruções secretas da Meta para IA do WhatsApp

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Uma investigação revelou instruções internas da Meta que orientavam um chatbot de suporte do WhatsApp a evitar determinados assuntos nas respostas aos usuários. O material, identificado pela empresa de privacidade Redact e divulgado pelo portal WIRED nesta segunda-feira (19), estava oculto no código de cerca de 80 páginas de ajuda do aplicativo. Entre as orientações, havia ordens para não recomendar órgãos reguladores nem citar leis de proteção de dados, como a LGPD brasileira. A Meta atribuiu a exposição a um erro técnico.🔎 Privacidade e dados: 5 fatos que mostram por que você precisa se proteger📲 Comparador de celulares do TechTudo: como usar a ferramenta e economizarVazamento revela instruções secretas da Meta para IA do WhatsAppMariana Saguias/TechTudo📝 Como ver se tenho dinheiro esquecido no app do Banco Central? Veja no fórum do TechTudoÍndiceVazamento expõe instruções ocultas em páginas de ajuda do WhatsAppChatbot era orientado a evitar referências à LGPD e a órgãosMeta atribui exposição a um bug e diz que instruções eram destinadas à IAVazamento expõe instruções ocultas em páginas de ajuda do WhatsAppA descoberta foi feita pela Redact, empresa especializada em privacidade digital, que analisou 545 páginas da Central de Ajuda do WhatsApp. Ao todo, foram identificados 102 blocos de instruções ocultas em 80 páginas, incluindo orientações sobre como a inteligência artificial deveria responder a determinadas perguntas dos usuários.Os textos estavam inseridos no código das páginas, sob a identificação "HelpContentGalaxyLLMInclude", e não apareciam para quem acessava normalmente o site. Parte do material trazia seções intituladas "O que não dizer", com restrições às informações que o chatbot poderia fornecer durante o atendimento.Nem todas as instruções envolviam questões jurídicas. Algumas direcionavam usuários para canais oficiais de suporte, enquanto outras orientavam a IA a não mencionar recursos do WhatsApp que ainda não haviam sido lançados. O material também incluía recomendações para lidar com perguntas de pessoas com deficiência auditiva.Vazamento expõe instruções ocultas em páginas de ajuda do WhatsAppMariana Saguias/TechTudoChatbot era orientado a evitar referências à LGPD e a órgãos reguladoresEntre as instruções mais sensíveis estavam aquelas relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), do Brasil. Em uma página sobre denúncias e bloqueios, o chatbot era orientado a evitar referências à legislação brasileira, mesmo quando mencionada diretamente pelo usuário. A restrição também incluía o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), da União Europeia, e a Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia (CCPA), dos Estados Unidos.Outra orientação, encontrada na página sobre como excluir uma conta, determinava que a IA não recomendasse aos usuários procurar autoridades de proteção de dados, órgãos reguladores ou entidades fiscalizadoras. Além disso, quando o usuário mencionasse advogados, processos judiciais ou tribunais, o chatbot não deveria citar ou interpretar os Termos de Serviço, a Política de Privacidade ou outros documentos jurídicos do WhatsApp.Chatbot era orientado a evitar referências à LGPD e a órgãos reguladoresMariana Saguias/TechTudoMeta atribui exposição a um bug e diz que instruções eram destinadas à IAApós ser procurada pela WIRED, a Meta retirou as instruções das páginas de ajuda do WhatsApp. Joshua Breckman, porta-voz do app, afirmou ao site que o conteúdo foi exposto devido a um bug, já corrigido, e que as orientações eram destinadas exclusivamente ao chatbot de suporte da empresa, e não aos usuários.A Meta também explicou que as instruções tinham o objetivo de tornar as respostas do atendimento automatizado mais precisas e relevantes. Sobre as restrições relacionadas à legislação, Breckman afirmou que a empresa deseja que seus chatbots ofereçam orientações sobre o funcionamento do WhatsApp, sem prestar aconselhamento jurídico.A Redact confirmou que os 102 blocos haviam sido removidos até 18 de outubro, embora ainda possam ser consultados em versões arquivadas das páginas. Não se sabe por quanto tempo as instruções permaneceram expostas nem se outros sistemas de IA tiveram acesso ao material.Com informações de WIRED e RedactMais do TechTudo