TSE usará Starlink de Musk para resultados das eleições em locais remotos

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai adotar um novo método de envio de resultados de votações nas Eleições 2026. Algumas localidades do país usarão a tecnologia da Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk.A conectividade será adotada em regiões de difícil acesso, consideradas mais remotas e com baixa cobertura de operadoras convencionais. A ideia é usar a tecnologia para realizar o envio dos resultados de votação até o sistema do TSE.Segundo o edital de contratação, que foi aprovado há alguns meses, serão utilizados até 1.113 conjuntos da Starlink (incluindo terminais e antena) distribuídos em 13 estados:Amazonas: 350 unidades;Pará: 350 unidades;Mato Grosso: 117 unidades;Acre: 91 unidades;Maranhão: 60 unidades;Roraima: 60 unidades;Amapá: 53 unidades;Mato Grosso do Sul: 9 unidades;Goiás: 5 unidades;Piauí: 5 unidades;Bahia: 4 unidades;Paraná: 4 unidades;São Paulo: 3 unidades;Distrito Federal: 2 unidades.O contrato do TSE na verdade é com a operadora Hughes do Brasil, que vai utilizar as tecnologias de infraestrutura da Starlink para estabelecer a conexão e fazer a transferência de dados.A empresa de Musk é a líder no segmento de internet via satélite no Brasil, já amplamente utilizada até mesmo para turismo e em locais como tribos indígenas.O bilionário, porém, é um desafeto declarado do atual governo, em especial desde a época do bloqueio da rede social X por aqui.Como a Starlink vai ajudar nas Eleições 2026?Como explica o próprio TSE, a transmissão acontecerá por meio de Postos Avançados de Transmissão (PATs), estruturas que contarão com antenas Starlink Mini e notebooks preparados para enviar os dados “com rapidez e segurança”.A ideia é usar essa tecnologia para agilizar a já rápida contagem de votos pelo sistema eleitoral brasileiro, contabilizando mais rapidamente os resultados também de localidades fora dos grandes centros nacionais.Normalmente e na maioria das zonas eleitorais, o arquivo com os dados de uma seção é retirado da urna e levado a um computador, que é preparado para fazer a transmissão de informações para o TSE.A conexão com a Justiça Eleitoral é criptografada, ou seja, sem possibilidade de ser modificada ou interceptada — sendo que a urna continua sem internet e não faz essa transmissão diretamente;A Justiça Eleitoral recebe o arquivo nos próprios sistemas e faz uma nova verificação para confirmar a origem e a autenticidade dos dados;Além disso, é possível comparar o resultado recebido com os boletins de urna, que são impressos e disponibilizados publicamente para consulta em cada local de voto.O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para o dia 4 de outubro, próximo domingo. Já o segundo turno, caso necessário para os cargos de governador e presidente, será realizado em 25 de outubro.Posso baixar o aplicativo do e-Título só no dia das eleições? Confira as orientações oficiais por aqui! /Com informações de TSE e Teletime.