União Europeia limitará importações de carros híbridos da China

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A União Europeia estabelecerá um limite de importação para 350.000 unidades de carros chineses híbridos, que deverá valer a partir de 1º de dezembro de 2026. Isso representa um corte de mais de 50% das importações desse tipo de automóveis para países do bloco, visto que a projeção para esse ano é de que a UE importe ao menos 800.000 veículos híbridos. Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. Como funcionará a cota?A medida valerá por quatro anos, sendo que o limite de 350.000 unidades será elevado em 6% ao ano. Ou seja, no segundo ano o volume subirá para 371.000 unidades, e assim sucessivamente. A confirmação ocorreu durante uma coletiva de imprensa realizada no dia 9 de outubro pelo comissário europeu para o comércio e segurança econômica, Maroš Šefčovič. A formalização aconteceu na China após uma reunião com o ministro do comércio chinês, Wang Wentao.“O déficit comercial representa um enorme desafio para a União Europeia, sentido em todos os Estados-membros. E isso é insustentável e exige um caminho credível para o reequilíbrio”, afirmou Maroš Šefčovič.O acordo será apresentado a todos os 27 Estados-membros do bloco, antes de entrar em vigor. Continua após a publicidadeBYD Seal U na Europa ou Song Plus, como é conhecido no BrasilDivulgação/BYDPor que a Europa decidiu limitar os híbridos da China?Em nota, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), algo como a Anfavea no Brasil, disse que “este anúncio representa um passo positivo para atenuar as tensões comerciais entre os dois países”, embora aguarde a análise dos detalhes completos do acordo. Continua após a publicidade“A indústria automobilística europeia prosperou durante décadas graças à concorrência aberta e justa. No entanto, o aumento repentino e acelerado das importações de veículos elétricos híbridos plug-in (PHEVs) e veículos híbridos (HEVs) da China tem provocado um efeito desestabilizador no mercado automotivo europeu”, completa a ACEA. Continua após a publicidadeOmoda 5 híbrido leveOmoda/DivulgaçãoDurante o primeiro semestre de 2026, as marcas chinesas na Europa representaram 14% de mercado em relação aos carros híbridos (contra 2% em 2024) e de 25% para os híbridos plug-in (também contra 2% em 2024). Continua após a publicidade“Uma desestabilização acentuada e repentina do mercado europeu, juntamente a guerras de preços que espelham a atual situação do mercado chinês, seria altamente prejudicial para a economia europeia como um todo”, afirmou Sigrid de Vries, diretora-geral da ACEA, em nota à imprensa. “O anúncio de hoje pode ajudar a facilitar a transição para uma nova era de presença chinesa no mercado europeu de forma ordenada, o que é do interesse de todas as partes a longo prazo”, completa.Quanto custa a bateria de um carro híbrido e quando deve ser trocada? Continua após a publicidadeO Ministério do Comércio da China (MOFCOM), em nota, também parece satisfeito com o acordo já que prevê um crescimento contínuo ao observar números de anos anteriores. Segundo dados do Eurostat, a UE importou 107.000 veículos híbridos da China em 2024 e 302.000 em 2025. “Nenhuma medida terá como alvo específico os produtos chineses, muito menos discriminará as empresas chinesas. A quota concedida à China não será inferior à quota de qualquer outra origem de importações para a UE.” Publicidade