Na segunda-feira (19), uma missão espacial importantíssima foi lançada rumo a Marte, com o objetivo de trazer à Terra amostras de uma das luas marcianas. A sonda MMX (Exploração das Luas de Marte, na sigla em inglês) decolou a bordo de um foguete H3 do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão, e iniciou jornada de aproximadamente cinco anos para investigar Fobos e Deimos, os dois satélites naturais do Planeta Vermelho.Liderada pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA), a missão pretende pousar em Fobos, recolher pelo menos dez gramas de material de sua superfície e transportá-lo de volta à Terra. Se tudo correr conforme o planejado, as amostras chegarão em 2031 e permitirão análises detalhadas em laboratórios terrestres.Sonda MMX decolou em foguete H3 do Centro Espacial de Tanegashima – Imagem: Reprofução/YouTube/JAXAO projeto conta ainda com a participação da NASA, de agências espaciais europeias e de outras instituições e empresas, responsáveis pelo desenvolvimento e fornecimento de instrumentos científicos e tecnologias essenciais para a operação.Saiba mais.Chuva de meteoros formada por restos do cometa Halley atinge o picoA chuva de meteoros Oriônidas atingiu seu auge entre a noite de quarta (21) e a madrugada de quinta-feira (22). O fenômeno ocorre anualmente, entre 2 de outubro e 7 de novembro, mas o pico varia de um ano para outro, podendo ocorrer entre 21 e 23 de outubro. Nesse período, é possível observar de 10 a 20 meteoros por hora no céu.Tim McCollum capturou imagem deslumbrante dos meteoros Orionídeos nas primeiras horas do dia 21 de outubro na cidade de Toccoa, no Estado da Geórgia (EUA). – Imagem: Tim McCollumEssa chuva ocorre quando a Terra cruza a trilha de detritos deixada pelo cometa Halley, que passa pelo Sistema Solar interno a cada 76 anos. Ao entrar na atmosfera terrestre, essas partículas se incendeiam e produzem os rastros luminosos conhecidos como meteoros. O nome “Oriônidas” vem da Constelação de Órion, ponto do céu de onde esses rastros parecem surgir, localizado próximo à estrela Betelgeuse.Saiba mais.Fragmentos de estátuas do faraó Ramsés II são encontrados “sem querer” no EgitoDuas estátuas de um dos faraós mais longevos e importantes da história egípcia foram encontradas. A descoberta foi feita por Khaled el-Shahat, um trabalhador local que encontrou vestígios das peças em sua propriedade, na vila de Behbeit El Hagar, na província de Gharbia.Ao encontrar os fragmentos, Khaled informou o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, que enviou uma equipe de escavação ao local. A descoberta foi divulgada na semana passada em comunicado da organização no Facebook.A vila de Behbeit El Hagar faz parte de um importante sítio arqueológico do Baixo Egito. Às margens de uma ramificação do rio Nilo, o local abrigou um templo dedicado a Ísis, uma das deusas mais veneradas do Egito Antigo.Saiba mais.Satélite russo chega a centenas de metros de equipamento dos EUAUm satélite russo fez manobras para se aproximar de um equipamento comercial dos Estados Unidos que fornece imagens à Ucrânia. A movimentação levantou suspeitas entre especialistas, que consideram a possibilidade de espionagem ou até de um ataque em órbita.A aproximação entre os satélites chegou a poucas centenas de metros, segundo dados citados pela LeoLabs. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar DigitalIdentificado como Kosmos 2612, o satélite já está se afastando do ICEYE-X36. Embora não haja confirmação de uma intenção hostil, a aproximação chama a atenção para os riscos enfrentados por equipamentos comerciais em meio às disputas militares entre potências.Saiba mais.Vai começar o último Mercúrio “retrógrado” de 2026 – o que isso significaNeste sábado (24), tem início o último “Mercúrio retrógrado” de 2026. Para os que acreditam em astrologia, o termo parece um tanto assustador, haja vista que, segundo dizem, essa movimentação do planeta exerceria influências energéticas turbulentas sobre variadas áreas da vida. No entanto, não é isso que nos interessa aqui. Afinal, cientificamente: o que significa, de fato, Mercúrio estar retrógrado e por que isso acontece?De três a quatro vezes por ano, Mercúrio parece “andar para trás” pelo céu;Esses períodos marcam momentos em que o planeta está em aparente movimento retrógrado;A explicação astronômica para isso parte do princípio de que os planetas no Sistema Solar orbitam o Sol a diferentes distâncias e velocidades;Enquanto a Terra contorna o astro, nós podemos observar os outros planetas se movendo pelo nosso céu, seguindo seus próprios caminhos;Então, vez ou outra, pode parecer (do nosso ponto de vista) que um planeta mudou abruptamente de direção e começou a se mover ao contrário pelo céu.Quer saber mais? Clique aqui.E também foram destaques:Tempestades de calor se multiplicaram e já atingem quase todo o planetaFalcon 9 sai de cena e deixa a defesa dos EUA com poucas opçõesEl Niño muda a cor do oceano e ameaça vida marinhaCientistas descobrem como prever El Niño com até um ano de antecedênciaO post Japão rumo a Marte, chuva de meteoros e Mercúrio retrógrado nos destaques da semana em Ciência e Espaço apareceu primeiro em Olhar Digital.