Secretário no Maranhão é afastado após pedir prisão de petistas em áudios

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O secretário de Segurança de Barra do Corda (MA), James Mota da Silva, foi afastado do cargo após virem à tona áudios enviados por ele num grupo de policiais militares, em que o sargento da PM pede a prisão de eleitores e militantes do PT (Partido dos Trabalhadores).A Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e PV (Partido Verde), protocolou uma notícia-crime eleitoral junto à PRE-MA (Procuradoria Regional Eleitoral do Maranhão) pedindo que o caso seja investigado antes do segundo turno, que acontece neste domingo (25).Nos áudios, o secretário afirma que “quem é PT é inimigo da polícia, é inimigo da sociedade” e influencia os colegas a prender petistas para intimidar outros eleitores: “Bora botar pra prender, e tem a forma de botar pra prender legalmente”. Leia Mais Veritá: Flávio tem 51,3% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48,7% RJ terá retotalização de votos para cadeiras na Alerj após decisão do TRE Nunes Marques nega envolvimento do TSE em mudanças de locais de votação Em suas redes sociais, o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), repercutiu os áudios divulgados e afirmou que determinou o afastamento do sargento, que estava cedido à Prefeitura de Barra do Corda.Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Brandão (@carlosbrandaoma)Em nota oficial divulgada nas redes sociais da Prefeitura de Barra do Corda, o prefeito Rigo Alberto Teles de Sousa (MDB) determina o afastamento do secretário do dia 22 de outubro até o fim das eleições.Além disso, o chefe do Executivo municipal afirmou que a preocupação da prefeitura está em assegurar aos cidadãos da cidade o voto livre e seguro. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Prefeitura de Barra do Corda/MA (@prefeiturabarradocorda)Secretário afirma que áudios eram “brincadeira”Em nota de esclarecimento enviada à veículos regionais, o secretário afirmou que “brincadeiras pesadas” eram uma prática comum entre os policiais do grupo e reconheceu que usou palavras fortes, como “ladrão”, mas que a divulgação dos áudios fora de contexto faz a situação parecer pior do que de fato é, já que a troca de mensagens desse tipo era recíproca entre eleitores de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) dentro do grupo.Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral*Sob supervisão de Lucas Schroeder