As eleições de 2026 entrarão para a história como um marco na relação entre a mobilização nas redes sociais e sua tradução para as ruas. Essa é a avaliação do cientista político Rafael Cortez, que vê a disputa como paradigmática.“Quando os historiadores olharem para trás, verão a disputa de 2026 no Brasil como aquela que talvez tenha melhor traduzido essa relação entre mobilização nas redes sociais com ocupação das ruas, debate político e, por fim, no processo de escolha eleitoral”, afirmou Cortez ao Hora H desta sexta-feira (23). X vê ação coordenada e Google descarta uso de robôs no "Exército do Lula" Líderes mundiais acompanham eleições no Brasil e se dividem em apoios Entenda por que o eleitorado com mais de 70 anos é alvo de Flávio e Lula O analista observou que o eleitorado vem aprendendo, de alguma forma, a lidar com as dinâmicas das redes sociais e com o impacto delas no processo eleitoral.Ele também destacou como essa dinâmica resultou em dificuldades para a Justiça Eleitoral em fazer regulações: “Para garantir que o comportamento das chamadas big techs não gerem efeitos deletérios no processo democrático”, destacou o especialista.Disputa acirrada e eleitor indecisoO analista ressaltou que a eleição de 2026 apresenta uma característica marcante: “As pesquisas têm mostrado que o contingente de pessoas que definem o seu voto na última hora é bastante relevante”, afirmou Cortez.Nesse contexto, ele avaliou que o debate entre os candidatos representa uma oportunidade valiosa para que esses eleitores obtenham as últimas informações antes de tomar sua decisão.Cortez também chamou atenção para a distribuição geográfica heterogênea dos votos, que torna a apuração especialmente imprevisível.“Inicia a apuração e a gente não sabe ao certo de onde estão vindo esses votos. Como há um caráter geográfico muito relevante, impactando a diferença eleitoral, isso certamente vai resultar em eleições com grandes emoções“, afirmou. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.