O cineasta Peter Jackson, conhecido por dirigir a franquia de filmes “O Senhor dos Anéis”, uniu forças com a empresa de biotecnologia Colossal Biosciences para comprar um raríssimo ovo de moa de 600 anos de idade em um leilão no estado do Colorado, nos Estados Unidos. O fóssil de aproximadamente 22 centímetros de altura, que permaneceu em uma coleção privada por seis décadas, passará por restauração para ajudar cientistas na tentativa de trazer de volta à vida essa gigante ave não voadora que habitava a Nova Zelândia. O anúncio da aquisição ocorreu nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026. Leia Mais Como startup de US$ 10 bi com Tom Brady e George R. R. Martin pode trazer à vida uma ave extinta há mais de 360 anos Grito na floresta salvou um filhote de papagaio raro quando ele já estava nas garras de uma jiboia Moradoras registram vida ao lado de carcarás e urubus que construíram moradia em quintais e janelas no Sul Do passado lendário para o projeto de desextinçãoAntes de ser extinta há cerca de 600 anos após a chegada de caçadores polinésios por volta do ano 1300, a espécie dominante contava com uma população estimada em 2,5 milhões de indivíduos nas ilhas neozelandesas, com espécimes que alcançavam até 3,6 metros de altura. O ovo recém-adquirido é considerado uma preciosidade arqueológica, já que existem menos de 40 exemplares completos no planeta. O cineasta e sua parceira Fran Walsh já haviam investido 15 milhões de dólares na startup de desextinção, que também trabalha em projetos para recriar o lobo-terrível e o tigre-da-tasmânia.Ciência e repatriação culturalA equipe de pesquisadores planeja utilizar métodos de imagem não destrutivos na peça para mapear dados genéticos essenciais sobre a linhagem e a biologia reprodutiva das moas. A cientista-chefe da empresa, Beth Shapiro, confirmou que todos os testes serão guiados por lideranças indígenas locais. Além do avanço científico, o projeto possui um compromisso cultural: Peter Jackson e a empresa planejam repatriar a relíquia histórica devolvendo-a para a comunidade indígena Ngāi Tahu, no território ancestral da ave.