Meta é processada na Austrália por danos a crianças nas redes sociais

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Uma ação coletiva foi ajuizada em um tribunal australiano contra o Facebook e o Instagram, plataformas da Meta, sob a alegação de que os serviços expuseram crianças a conteúdos prejudiciais e as mantiveram viciadas por meio de algoritmos.A ação, apresentada neste mês pelo escritório de advocacia MinterEllison à Corte Federal, a segunda mais alta instância judicial da Austrália, pode ser a primeira no país a responsabilizar as redes sociais por danos causados a seus usuários, especialmente crianças e adolescentes.O processo coletivo foi movido em nome de oito autores, que alegam ter sofrido danos causados pela Meta quando tinham menos de 18 anos, e buscam indenização. Leia Mais Meta volta ao tribunal para enfrentar maior julgamento sobre vício em redes Chefe do Instagram testemunhará no julgamento sobre vício em redes sociais Europa quer espelhar limitações dos EUA à Meta “Estamos cientes dessa ação e nos defenderemos vigorosamente”, afirmou um porta-voz da Meta por e-mail.Em uma ordem de sigilo emitida na segunda-feira (19), o tribunal proibiu a divulgação de qualquer informação que pudesse revelar a identidade dos autores da ação, bem como do conteúdo da petição inicial.O processo ocorre em meio ao aumento das tensões entre a Austrália e as grandes empresas de tecnologia, após a implementação de uma proibição inédita no mundo ao uso de redes sociais por menores de 16 anos e a apresentação de novas regras propostas que poderiam permitir aos usuários desativar conteúdos determinados por algoritmos em seus feeds.Em agosto, a Meta concordou em pagar US$ 18 bilhões para encerrar disputas com quase todos os estados dos Estados Unidos e resolver acusações de que a empresa desenvolveu redes sociais para viciar crianças.