Vox Radar: STF dá lugar a sigilo, Luchsinger e debate nas redes no 2° turno

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Pesquisa Vox Radar divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que houve movimento nos temas mais discutidos nas redes sociais na semana após o primeiro turno das eleições e agora, na semana decisiva do pleito.Nesta semana, a conversa girou em torno do desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de abrir os sigilos bancários, da entrevista de Roberta Luchsinger à CNN e da repercussão do debate da Band do último domingo (18).Os temas mais comentados desta semana substituíram a crise no STF (Supremo Tribunal Federal), o fim da escala 6×1 e o caso Master, que tiveram maior repercussão das redes quando os eleitores falavam sobre o resultado do primeiro turno.Agora, quatro dias antes do segundo turno, os temas mais discutidos são fatos da própria campanha: a quebra de sigilos; as declarações de Luchsinger sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; o debate da Band; as decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o canal “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG); e o futuro do Bolsa Família. Leia Mais Análise: Lula escorrega no início, mas devolve armadilhas e empareda Flávio Análise: Flávio e Lula travam debate de mais provocações do que soluções Análise: Mobilizações e "bondades" ajudam Lula e acirram segundo turno Segundo a pesquisa, a concentração dos assuntos também mudou. Na semana após o primeiro turno, o tema de maior repercussão tinha 28% das menções. A quebra de sigilos, que agora ocupa a primeira posição, tem 30%, mais que o segundo e terceiro colocados juntos.De acordo com o instituto, somados, os cinco temas da semana após o primeiro turno favoreciam Flávio em 54% dos comentários, e Lula, em 24%. O cenário se inverteu nesta semana: os assuntos favorecem Lula em 59%, e Flávio, em 37%.Lula pressiona Flávio por quebra de sigilo; veja análise | CNN PRIME TIMEO que se diz em cada pauta decisivaQuebra de sigilosEm relação à quebra de sigilos, 75% dizem que “Flávio esconde algo”, enquanto 19% que “o desafio é teatro, ou Lula é quem esconde”. Já 4% acreditam que “Lula é transparente”.Na terça (20), Lula apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) um documento que autoriza a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares desde que o candidato do PL (Partido Liberal) faça o mesmo.O “desafio” foi proposto por Lula durante o debate da TV Band, no último domingo (18).“Eu tomei a atitude de desafiar ele a abrir o sigilo do telefone, o sigilo bancário, para saber quem é corrupto nesse país. Todo mundo acusa todo mundo e não apura nada. Então, vamos apurar. Eu me disponho e vou ficar fazendo o desafio para ele até o próximo debate, para que a gente faça a abertura do nosso sigilo bancário e telefônico, para se apurar quem é que faz corrupção nesse país, quem é que enriqueceu ilicitamente nesse país. Porque não é possível ficar nessa acusação barata de um com o outro”, declarou ao final do encontro.Flávio rebateu dizendo que achou a proposta “engraçada” porque, segundo ele, Lula “não tem celular”.“Eu fiquei feliz com o desempenho, pude falar de propostas e, finalmente, pude rebater várias mentiras aqui. Inclusive, uma foi engraçada: ele propõe a quebra de sigilo telefônico quando ele não tem celular. Minhas contas estão sempre abertas, tudo o que é meu está declarado à Receita”, explicou.Posteriormente, Flávio propôs novas condicionantes e Lula aceitou.Luchsinger, Lulinha e INSSSobre o segundo tema, 73% acreditam que “Lula protege o filho, ou a culpa é de Lulinha”, 11% dizem que “não há provas, é perseguição”, e 5% “cobram investigação”.No último sábado (17), a empresária Roberta Luchsinger deu uma entrevista exclusiva à CNN. Na ocasião, ela afirmou que pretende fazer uma delação premiada e acusou o presidente Lula de proteger o filho.Luchsinger também rebateu falas e críticas públicas de Lula a ela e abordou os encontros que diz ter presenciado entre Lulinha e integrantes do governo.A Polícia Federal investiga Luchsinger e Lulinha desde julho, por suposto favorecimento de empresas em órgãos do governo federal.Nos últimos meses, Luchsinger foi alvo de mandados de busca e apreensão, teve bens e valores bloqueados e foi submetida à determinação de uso de tornozeleira eletrônica no âmbito da Operação Sem Desconto.Debate na BandEm relação ao debate da Band, também promovido pelo jornal Estadão e pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan, 28% disseram que “Lula venceu o debate”, 9% opinaram que “ninguém venceu, foi baixaria”, e 7% que “Flávio venceu o debate”.Flávio e Lula se enfrentaram no debate da Band a uma semana do segundo turno da eleição presidencial.O senador e o presidente apresentaram propostas, como mudanças no SUS (Sistema Único de Saúde) e na segurança pública, mas também trocaram acusações relembrando os nomes de Roberta Luchsinger e de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no primeiro confronto direto entre eles na televisão neste pleito.O evento também foi marcado por confusão envolvendo as duas comitivas, que no último bloco protagonizaram discussões que interromperam as considerações finais dos candidatos.TSE e “Exército do Lula”Sobre o assunto, 20% fazem “críticas a Janones”, 19% dizem que “é censura contra Lula”, e 7% alegam que “o TSE favorece Flávio”.O canal “Exército do Lula” foi criado por André Janones como uma das frentes de mobilização da campanha petista após o resultado do primeiro turno das eleições no dia 4 de outubro, em que Flávio recebeu 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente recebeu 45,16%.Nas últimas semanas, o canal foi suspenso e voltou ao ar algumas vezes após decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A campanha do petista registou o canal na Justiça Eleitoral como forma de manter o grupo ativo, após determinação do presidente do Tribunal Nunes Marques.Bolsa FamíliaSobre o benefício social, 34% comentaram que “Flávio vai cortar ou acabar com o programa”, 16% “defendem o programa”, e 12% que a “antecipação é compra de voto”.Nesta semana, o governo federal decidiu pagar o auxílio com reajuste antes da eleição, após antecipar as datas de pagamento. Os repasses de outubro começaram a ser depositados nas contas dos beneficiários a partir de segunda-feira (19), seguindo os reajustes realizados pelo governo federal em meados de setembro.Como mostrou a CNN, o reajuste foi editado na véspera do anúncio da medida.Ao mesmo tempo, na segunda, a administradora Daniella Marques, coordenadora de campanha de Flávio Bolsonaro em temas econômicos, afirmou que o Bolsa Família terá um período de transição de dois anos caso o candidato seja eleito presidente da República.A fala teve grande repercussão nas redes e a campanha do petista usou a declaração para dizer que Flávio, caso eleito, acabaria com o programa social — informação já desmentida pelo senador.Para realizar o levantamento, a Vox analisou 7.682.845 comentários em publicações do Instagram entre 14 e 20 de outubro.Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral