Uma das principais vantagens dos carros elétricos é o silêncio ao rodar. Sem o ruído do motor a combustão e as trocas de marcha, a condução se torna mais suave. Para quem gosta de dirigir, porém, a ausência de sons e sensações mecânicas pode tornar a experiência menos envolvente. Mas a Audi parece ter uma solução: tornar seus elétricos artificialmente mais parecidos com carros a combustão. Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. Uma patente registrada pela fabricante descreve tecnologias que podem aumentar o envolvimento do motorista. A proposta inclui desde a reprodução de ruídos mecânicos até a transmissão de vibrações do conjunto motriz para a cabine.–Divulgação/Audi Continua após a publicidadeUma das soluções prevê uma conexão física entre o sistema de propulsão e o habitáculo, permitindo que motorista e passageiros sintam as vibrações produzidas pelo motor elétrico. A Audi também considera reduzir o isolamento acústico para deixar determinados ruídos mais perceptíveis.Outra possibilidade, segundo a revista Car and Driver, seria permitir que o motorista acelerasse o carro com o motor elétrico desacoplado, criando sensações diferentes durante a condução. Combinada a sons artificiais e à transmissão de vibrações para a cabine, a tecnologia poderia aproximar a experiência ao volante daquela oferecida por modelos a combustão. Continua após a publicidade–Fernando Pires/Quatro RodasA ideia não é inédita. A Hyundai, por meio da divisão esportiva N, já desenvolveu recursos como a simulação de trocas de marcha e sons de motores a combustão. Porsche, Mercedes-AMG e Ferrari também trabalham em elétricos que priorizam o envolvimento ao volante. Continua após a publicidadeAs propostas da Audi vão além dos sons e das vibrações. A fabricante estuda utilizar o software para reproduzir o atraso na entrega de potência característico de motores turbo – o famoso turbo lag. Assim, os elétricos poderiam oferecer uma resposta menos imediata ao acelerador, simulando o comportamento de carros a combustão.Audi Q6 e-tronFernando Pires/Quatro Rodas Continua após a publicidadeA marca também considera utilizar aromas para influenciar a experiência ao volante. Em situações de condução tranquila, um cheiro poderia ajudar a criar uma sensação de relaxamento. Já em acelerações mais intensas, outro aroma seria liberado para dar mais estímulos.Outra tecnologia prevista na patente envolve a projeção de imagens no para-brisa. O sistema poderia exibir elementos visuais durante a condução, embora a quantidade de informações e os possíveis efeitos sobre a atenção do motorista sejam questões importantes para sua aplicação. Continua após a publicidadeAudi A2 e-tronDivulgação/AudiComo ocorre com outras patentes, não há garantia de que as tecnologias chegarão aos carros de produção. Por enquanto, as propostas mostram como a Audi busca tornar seus elétricos mais atraentes para quem considera o prazer ao dirigir tão importante quanto o desempenho e a eficiência. Publicidade